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JF e região terão rede integrada de urgência


Por Pablo Cordeiro

03/07/2012 às 19h16

Juiz de Fora vai contar com uma nova Rede de Urgência e Emergência, que será instalada com recursos do Governo do estado, e vai abranger mais 93 municípios da Zona da Mata. A ideia é centralizar esse tipo de atendimento, possibilitando socorro mais rápido à população. Primeiramente, o atendimento será prestado para pacientes que tenham sofrido algum trauma, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. O projeto prevê a vinda de novas ambulâncias para a região, além da criação de uma central que irá oferecer suporte para toda a macrorregião e será instalada em um prédio anexo ao novo Hospital Regional da Zona Norte. A previsão é de que a rede funcione a partir do próximo ano. Com isso, a Central Operativa do Samu passará a operar integrada aos hospitais e unidades de saúde que dispõem de urgência e emergência, facilitando o encaminhamento dos usuários.

Com a regionalização do Samu, Juiz de Fora deve receber uma ambulância que será Unidade de Suporte Básico (USB) e uma Unidade de Suporte Avançado (USA), conhecida como UTI móvel. Hoje a cidade conta com quatro USBs e uma USA. Na macrorregião, serão sete USAs e 26 USBs, contando com as já existentes. Essa ampliação tem a função de integrar os atendimentos da região, que compreende 1,6 milhão de pessoas, segundo explica o coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde, Rasível dos Reis. Além de Juiz de Fora, outras cidades terão a sua central. Elas devem funcionar em parceria com os Bombeiros e a PM, a partir de um protocolo único. Na rede que já opera no Norte de Minas, Rasível exemplifica que um bombeiro militar trabalha junto com a equipe do Samu, facilitando a comunicação entre o órgão e o Resgate. No entanto, ele não garante que o mesmo aconteça no município. O que ele prevê é a integração dos órgãos por meios deles próprios. Se o Samu recebe um atendimento que necessite dos bombeiros, o atendente liga e avisa. O mesmo ocorre com a PM. A secretária de Saúde do município, Maria Helena Leal Castro, explica que a integração já ocorre em âmbito local. O Samu faz a comunicação com a Central de Vagas da Prefeitura, que rastreia para onde levar o paciente.

Consórcio

Com a nova central, o tempo estimado para a chegada do socorro é de 18 minutos para as USBs e 33 minutos para as USAs. A gestão da rede regional será de competência de um consórcio intermunicipal de saúde entre os 94 municípios da macrorregião. Os profissionais serão contratados por meio de concurso público, que deve oferecer 400 vagas em todo o estado. Além da região Norte, a Centro-Sul e a Nordeste (que também compreende o Vale do Jequitinhonha) já possuem essa rede. A região Central – que compreende Belo Horizonte – e a Sul devem receber essa implantação posteriormente. O orçamento global do projeto é estimado em R$ 60 milhões anuais, divididos em parcelas da União, Estado e municípios.

Atendimentos

De acordo com o coordenador de Urgência e Emergência, a central deve funcionar inicialmente baseada nas três redes temáticas: o trauma, o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto. A partir dessa divisão, o paciente pode ser encaminhado de forma mais eficiente para o hospital, evitando uma possível transferência, no caso de a unidade de saúde não dispor de pessoal e equipamentos especializados. Outra subdivisão irá ocorrer entre as unidades de saúde, que serão classificadas em quatro níveis (ver arte). Essa classificação influencia no total de recursos encaminhado para a equipe de plantão nas unidades, que, por sua vez reflete no número de profissionais. Dentro de uma lógica diferenciada, o paciente não mais será levado para o hospital mais próximo, mas para uma unidade mais adequada de acordo com seu problema e com rapidez, explica Rasível.