Mulher danifica porta do HPS e deixa o local antes da chegada da polícia

Caso é o quarto registro de ocorrência em instituições públicas de saúde de Juiz de Fora em apenas 11 dias


Por Pâmela Costa

01/06/2026 às 10h51

Uma mulher de 27 anos danificou uma porta de aço do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na manhã desse domingo (31), na região central de Juiz de Fora. Registrado como dano ao patrimônio público em unidade de saúde pela Polícia Militar (PM), o episódio é o quarto caso de conflito em instituições públicas de saúde de Juiz de Fora em apenas 11 dias.

De acordo com a PM, a suspeita teria dado entrada na unidade com um corte no rosto e se irritou ao ser informada de que seu nome já havia sido chamado, mas ela não estava presente no momento. Ela deixou o local antes da chegada dos militares.

Segundo relato de uma recepcionista do hospital à Polícia Militar, além de danificar a porta da unidade, a usuária teria se exaltado e gritado com funcionários após ser informada de que já havia sido chamada para atendimento. A porta começou a ser reparada logo em seguida, o que impossibilitou a ida da perícia da Polícia Civil para o local. 

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora afirmou “que não irá tolerar esse tipo de conduta. A Secretaria de Saúde acionou a Polícia Civil imediatamente e acompanha o caso. Apesar das buscas da polícia para realização da prisão, a suspeita não foi localizada até o momento.”

Violência em instituições públicas de saúde de Juiz de Fora em maio

O novo episódio ocorre em meio a uma sequência de casos de violência e ameaças contra profissionais da saúde em Juiz de Fora. No dia 20 de maio, um médico foi derrubado no chão e agredido com socos por um paciente na UBS do São Benedito, na região Leste. Já no dia seguinte, uma técnica de enfermagem foi atacada pelo acompanhante de um paciente enquanto aplicava uma medicação no terceiro andar do Hospital de Pronto-Socorro (HPS). Mais recentemente, em 28 de maio, uma médica foi ameaçada durante o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do São Judas Tadeu, na Zona Norte, reforçando a preocupação com a segurança dos trabalhadores da rede pública de saúde.

 

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