Em menos de dez dias, terceiro profissional de saúde pública é agredido em Juiz de Fora
Desta vez, médica sofreu ofensa verbal e ameaça na UBS do São Judas Tadeu
Uma médica sofreu ofensa verbal e foi ameaçada, na quinta-feira (28), nas dependências da Unidade Básica de Saúde (UBS) do São Judas Tadeu, Zona Norte de Juiz de Fora. Esse foi o terceiro caso de profissional de saúde pública agredido na cidade em menos de 10 dias.
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) repudiou “veementemente a ofensa verbal e ameaça sofridas” pela médica e reforçou que “não tolera qualquer forma de violência contra profissionais, servidores e usuários dos equipamentos públicos de saúde”.
Conforme a PJF, a ocorrência foi acompanhada pelas forças de segurança, e a paciente envolvida assinou termo de compromisso, devendo comparecer quando for intimada para prestar esclarecimentos à Justiça.
A UBS chegou a ser fechada às 17h40 de quinta, mas reabriu nesta sexta-feira com atendimento normal. “A profissional está sendo acompanhada e não quis ser afastada de suas funções, retornando às atividades após avaliação médica”, destacou a PJF.
Relembre outras agressões a profissionais de saúde
A triste sequência recente de casos de profissionais de saúde agredidos durante o trabalho na cidade começou no dia 20, quando um médico foi alvo de um usuário na UBS do Bairro São Benedito, Zona Leste. O crime causou tumulto dentro do espaço e levou a Secretaria de Saúde a suspender os atendimentos naquela data.
A ocorrência teve início após o usuário tentar desrespeitar a ordem para ser atendido na UBS, proferindo agressões verbais e ameaças contra a equipe. Na tentativa de apaziguar a situação, o profissional foi atingido com golpes na região da cabeça. O suspeito foi algemado pela PM e conduzido ao plantão da Delegacia de Polícia Civil, em Santa Terezinha.
Na ocasião, a Secretaria de Saúde ressaltou que episódios de violência como este impactam diretamente o funcionamento dos serviços e prejudicam toda a população usuária da rede pública de saúde, já que, em muitos casos, os atendimentos precisam ser suspensos por conta da ocorrência.
Logo no dia seguinte, em 21 de maio, uma técnica de enfermagem que estava aplicando uma medicação no 3º andar do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) foi agredida pelo acompanhante de um paciente. A servidora ficou com marcas pelo corpo, como arranhões no braço. O agressor também foi levado à delegacia.
Já naquele dia, a escalada da violência contra profissionais da saúde na cidade chamou a atenção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF), que se reuniu com representantes da PJF para discutir a questão.









