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Linha de pipa danifica helicóptero do Corpo de Bombeiros em BH

Fio estragou equipamento responsável pela inclinação das pás da aeronave, que está indisponível para voos até que peça seja trocada. Conserto custará cerca de 40 mil dólares.


Por Tribuna

18/06/2018 às 08h32

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Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais vai passar por um conserto que custará cerca de 40 mil dólares, após a aeronave colidir com a linha de uma pipa, em Belo Horizonte. O incidente aconteceu na última sexta-feira (15), quando o helicóptero Arcanjo 04 se aproximava para pouso no Aeroporto da Pampulha. Conforme os bombeiros, apesar da manobra, o piloto não conseguiu desviar da linha, que danificou duas hastes de comando de passo, equipamento responsável pela inclinação das pás da aeronave e que permite que ela voe.

Esse equipamento possui uma proteção, mas a linha passou entre a proteção e peça, causando um desgaste, que, apesar de pequeno, comprometeu o componente e, consequentemente, os voos. Não há previsão de retorno da aeronave, já que os serviços de reparo são realizados por empresas terceirizadas e não há peças disponíveis para pronta entrega. Cada peça custa cerca de 20 mil dólares e terão que ser trocadas.

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Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Conforme o Corpo de Bombeiros, em julho de 2016, uma linha de pipa com cerol ficou presa a uma pá do helicóptero Arcanjo, da 2ª Companhia do Batalhão de Operações Aéreas, com sede em Varginha, no Sul de Minas. Em janeiro de 2017, uma linha com cerol de enorme extensão caiu dentro do hangar dos bombeiros, na Pampulha, o que obrigou os militares de serviço a paralisarem as atividades por 20 minutos para a retirada do material da pista.

“Uma linha de pipa, ao se enroscar no rotor do helicóptero, prejudica a segurança do voo, colocando a tripulação em risco. Tripulação essa que realiza resgates e salvamentos diários em todo Estado, além do prejuízo nos atendimentos”, afirma o capitão Penido, piloto do Corpo de Bombeiros Militar, por meio da assessoria da entidade. “O problema é sério e só a conscientização pode ajudar a diminuir esse risco. Se todos colaborarem, quem ganha é a própria população”.

Desde 2002, Minas Gerais tem lei específica que proíbe o uso de pipas com linha cortante em áreas públicas e comuns. A multa para quem não cumpre a determinação varia de R$ 100 a R$ 1.500.

Dicas dos Bombeiros

– Solte pipas em locais abertos, preferencialmente em parques
– Não use linha chilena ou cerol
– Não solte pipas perto de aeroportos
– Não solte pipas em dias nublados e de chuva
– Dê preferência a pipas sem rabiolas, pois é esta a parte que mais se prende à aeronave