Abrigo clandestino é interditado após flagrante de maus-tratos a idosos no Rio

Ação conjunta encontra 36 idosos em condições insalubres em instituição irregular na zona oeste


Por Douglas Corrêa, Agência Brasil

17/07/2025 às 12h26

Agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, interditaram uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) que operava de forma clandestina no Bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. A operação ocorreu após denúncias de irregularidades no local.

Durante a fiscalização, foram encontrados 36 idosos, com idades entre 60 e 90 anos, vivendo em ambiente insalubre. Parte deles apresentava lesões e sinais de desnutrição, necessitando de atendimento médico imediato. Seis foram removidos em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados para hospitais da rede pública.

O abrigo funcionava sem alvará de funcionamento e operava sob o nome de Lar Maria Lúcia, na Estrada dos Palmares. No local, havia apenas dois funcionários sem qualificação comprovada para prestação de cuidados especializados. Alguns residentes estavam amarrados e impossibilitados de se locomover, apresentando quadro de extrema fragilidade física. Uma das idosas estava com o fêmur fraturado, enquanto outra se encontrava severamente abaixo do peso.

De acordo com a Vigilância Sanitária municipal, a estrutura do abrigo era inadequada, sem condições mínimas de higiene. Apesar das irregularidades, os internos pagavam mensalidades entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil.

A responsável pela unidade, Keline Santos Lima, de 38 anos, foi identificada e está sendo procurada pela polícia. Os familiares que internaram os idosos também poderão responder por abandono e exposição a risco, já que muitos não visitavam os parentes com frequência.

*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe