Anvisa apreende lotes falsos de Mounjaro e proíbe venda de produtos irregulares

Agência sanitária identificou irregularidades em lotes do medicamento e em outros produtos sem registro


Por Tribuna de Minas

06/04/2026 às 11h26

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na quinta-feira (2), a apreensão do lote D856831 do medicamento Mounjaro e dos lotes D880730 e D840678 do Mounjaro KwikPen. Segundo a agência, os produtos foram fabricados por empresa não identificada, o que levou também à proibição da comercialização, da distribuição e do uso das unidades consideradas falsificadas.

A medida foi adotada após a Eli Lilly Brasil, empresa detentora do registro do medicamento, informar a identificação no mercado de unidades desses lotes com características diferentes das originais. A notificação levou à conclusão de que os produtos apresentam indícios de falsificação.

De acordo com a empresa, entre os problemas encontrados estão números de série não reconhecidos nos sistemas oficiais, utilização de material diferente do original na embalagem e falha na leitura do código 2D. Esses elementos, segundo a fabricante, indicam que os itens apreendidos não correspondem ao medicamento regularizado.

Além dos lotes do Mounjaro, a Anvisa também determinou ação fiscal contra o medicamento Tirzec, produzido por empresa não identificada. O produto irregular deverá ser apreendido, e estão proibidas sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e utilização em todo o país.

No caso do Tirzec, a agência constatou que o item anunciado não possui registro, cadastro nem notificação junto à Anvisa. Sem essa regularização, o produto não pode ser fabricado nem vendido legalmente no Brasil.

Outra medida anunciada pela agência atinge o produto Skin body Organic, da linha Eros, fabricado pela empresa Skin & Body Nutracêuticos e Cosméticos Organic Ltda. A Anvisa determinou a apreensão do item e proibiu sua comercialização, distribuição, fabricação, importação e uso. A empresa foi procurada, mas ainda não se pronunciou.

Segundo a agência, a decisão foi tomada após a comprovação da comercialização e divulgação de produtos sem registro, notificação ou cadastro no órgão sanitário. Nesses casos, a legislação prevê a retirada dos itens do mercado como forma de proteção à saúde da população.

As determinações da Anvisa têm como objetivo impedir a circulação de produtos sem controle sanitário e com suspeita de irregularidade. A orientação é que consumidores e estabelecimentos verifiquem a procedência dos itens e observem se os produtos possuem registro válido junto ao órgão regulador.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe