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WhatsApp anuncia novos controles e pais vão poder acompanhar o que os filhos estão fazendo no aplicativo com grupos, contatos e outras atividades

A Meta diz que cada ferramenta é opcional e cabe à família decidir o que ativar no aplicativo.


Por Bernardo Teixeira

01/10/2026 às 18h33

WhatsApp anuncia novos controles e pais vão poder acompanhar o que os filhos estão fazendo no aplicativo com grupos, contatos e outras atividades
Foto: BM Amaro/Pexels

A partir desta quarta-feira (30), famílias com filhos entre 13 e 18 anos passam a contar com um painel de supervisão dentro do WhatsApp. O recurso permite ao adulto responsável escolher quem pode ver a foto de perfil do jovem, quem pode incluí-lo em grupos e quais publicações de status ficam abertas a outras pessoas.

A iniciativa amplia um recurso criado em março para contas de crianças com menos de 13 anos. Agora, a plataforma estende a supervisão aos adolescentes, público que vem recebendo monitoramento maior por parte das redes sociais.

Close-up detalhado da tela inicial de um smartphone exibindo aplicativos populares como WhatsApp.
Foto: Brett Jordan/Pexels

O que muda no acompanhamento diário

O responsável pela conta gerenciada recebe um aviso automático quando o adolescente entra ou sai de um grupo. Um aumento expressivo no número de participantes também dispara uma notificação, embora a empresa não detalhe o critério usado para definir esse aumento.

Para os canais do WhatsApp e o contato do adolescente com a Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa, ficam disponíveis duas opções: o padrão liberado para maiores de 13 anos ou o modo “Conteúdo limitado”, mais restritivo.

As ligações e mensagens do adolescente permanecem privadas, sem possibilidade de leitura pelos pais. O responsável, porém, recebe notificações sobre com quem o jovem está conversando, mas não tem acesso ao teor das conversas nem a relatórios de contatos.

Macro detalhada da tela do smartphone exibindo ícones de aplicativos populares como WhatsApp.
Foto: Pixabay/Pexels

Como pais e filhos liberam mudanças

Qualquer tentativa do adolescente de flexibilizar uma regra exige a aprovação do responsável. Essa autorização depende de um PIN de seis dígitos, criado quando a conta gerenciada é configurada.

Ao instalar o aplicativo, o jovem cria no próprio aparelho uma conta vinculada a um adulto. Em seguida, o celular do responsável lê um QR Code gerado pelo adolescente para concluir o vínculo entre as contas.

Jovem sentado em casa enviando mensagens em um smartphone, usando um moletom.
Foto: https://kaboompics.com//Pexels

ECA Digital e a vigilância sobre dados

O pacote atende às exigências do ECA Digital, legislação que torna obrigatório o monitoramento de contas de usuários com até 16 anos por um responsável legal. A mesma lei impede que empresas de tecnologia colham dados em excesso de menores ou rastreiem o comportamento deles para indicar produtos e serviços.

A Meta diz que cada ferramenta é opcional e que cabe à família decidir o que ativar. Quem já usa o controle parental para contas de crianças com menos de 13 anos pode estender a mesma lógica aos filhos mais velhos. A extensão é feita pelo próprio aplicativo, sem instalar programa adicional no celular do adolescente.