Virada inesperada nas urnas muda cenário eleitoral a poucas horas do resultado final

Apuração apertada mantém eleição indefinida na América do Sul, com leve vantagem de candidato de esquerda após 95% das urnas apuradas agora


Por Yasmin Henrique

09/06/2026 às 18h35

Virada inesperada nas urnas muda cenário eleitoral a poucas horas do resultado final

A apuração do segundo turno presidencial em um país da América do Sul segue em ritmo apertado e mantém o resultado indefinido, com leve vantagem do candidato de esquerda sobre a candidata de direita após a contagem de mais de 95% das urnas.

A diferença entre ambos permanece mínima, dentro de um cenário tecnicamente indefinido. O pleito é apontado como um dos mais equilibrados dos últimos ciclos eleitorais, com analistas indicando a possibilidade de definição por uma margem inferior a meio ponto percentual.

Eleições do Peru

Com a contagem parcial mais recente, Roberto Sánchez aparece com cerca de 50,1% dos votos, enquanto Keiko Fujimori tem aproximadamente 49,9%, em uma diferença de poucos milhares de votos que mantém o cenário indefinido. Ao longo da apuração, houve alternância na liderança, segundo dados do órgão eleitoral do Peru.

No primeiro turno, a candidata conservadora terminou na frente e Sánchez em segundo. Na reta final da contagem, ele avançou com votos de regiões do interior e áreas rurais, reduzindo a diferença e revertendo momentaneamente o quadro. O padrão de votação segue a divisão territorial já observada, com força da candidata nos centros urbanos e do adversário fora das grandes cidades.

Política peruana

  • Contexto político e institucional: O Peru vive forte fragmentação partidária e instabilidade institucional, com sucessivas trocas de governo nos últimos dez anos e crises recorrentes entre Executivo e Legislativo, o que limita a consolidação de mandatos presidenciais.
  • Relação entre poderes: O Congresso possui mecanismos de destituição de presidentes, o que contribui para a instabilidade política e mantém a relação entre os poderes em constante tensão.
  • Confiança nas instituições: Pesquisas indicam baixa confiança no governo e no Congresso, com maioria da população declarando pouca ou nenhuma confiança e baixo nível de identificação partidária.
  • Sistema político: O país retoma o modelo bicameral, com Câmara e Senado, o que pode alterar o equilíbrio entre os poderes e impactar processos de fiscalização e destituição presidencial.

O resultado final ainda depende da consolidação completa das atas e da análise de votos sob contestação, que somam centenas de milhares de registros questionados e podem prolongar a definição oficial por alguns dias.