Trabalhar sentado por horas todos os dias pode formar coágulos, causar AVC e, em casos graves, terminar até em amputação
Profissionais que permanecem por horas sentados na mesma posição são mais vulneráveis.

A trombose se manifesta por dor súbita e intensa, inchaço rápido, perda de força ou sensibilidade. Esses sinais devem ser avaliados por um médico. A doença é caracterizada pela formação de um coágulo dentro dos vasos sanguíneos, o que altera o fluxo do sangue e provoca inchaço e dor nas coxas e pernas.
Profissionais que permanecem por horas sentados na mesma posição são mais vulneráveis. Ficar muito tempo sentado aumenta o risco porque a falta de movimento impede a contração adequada das veias das pernas, o que prejudica o retorno do sangue dos pés para o coração. Isso pode causar acúmulo de sangue nas veias e predispor à formação de trombo. A trombose é dividida em arterial e venosa.
Sintomas
Os sintomas incluem dor intensa no membro, formigamento, palidez, diminuição da temperatura, dedos arroxeados, diminuição ou ausência de pulsos e, em alguns casos, paralisia e perda de força.
Entre os fatores de risco, estão idade avançada, tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol e triglicerídeos elevados, aterosclerose, aneurismas, doenças autoimunes, distúrbios de coagulação, trombofilias, câncer e procedimentos endovasculares.
Venosa
A venosa pode ser superficial, quando o coágulo se forma em veias abaixo da pele, ou profunda, quando atinge veias nos músculos. Os sinais incluem dor intensa e aguda, inchaço de início rápido, aumento da consistência muscular, dor à palpação, dilatação das veias superficiais e inchaço geralmente unilateral.
Os fatores associados incluem idade avançada, histórico pessoal ou familiar, imobilização prolongada, internação, cirurgias recentes, traumas, câncer, gravidez, pós-parto, anticoncepcionais com estrogênio, obesidade, trombofilias, varizes e viagens aéreas prolongadas.
Arterial
As complicações variam. A arterial pode levar a isquemia e aumentar o risco de infarto, AVC e insuficiência renal, além do risco de amputação. A venosa pode causar embolia pulmonar, úlceras no tornozelo e inchaço crônico. O tratamento depende do tipo e da gravidade.
Na arterial, pode envolver anticoagulantes, estatinas e controle da hipertensão e do diabetes. Em alguns casos, é necessário retirar o coágulo por trombectomia ou embolectomia, com cateter e, às vezes, stents.









