Trabalhadores ainda têm até dezembro para sacar benefício que pode chegar a R$1.621; milhões de pessoas possuem direito
Cerca de 26,9 milhões de trabalhadores têm direito ao Abono Salarial de 2026, referente ao ano-base 2024. Os valores já estão sendo liberados de acordo…

Cerca de 26,9 milhões de trabalhadores têm direito ao Abono Salarial de 2026, referente ao ano-base 2024. Os valores já estão sendo liberados de acordo com o mês de nascimento e poderão ser sacados até 30 de dezembro deste ano. O benefício varia conforme o tempo trabalhado e pode chegar a R$1.621, valor do salário mínimo em 2026.
O Abono Salarial é destinado a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atendam aos critérios estabelecidos para o PIS e o Pasep. Entre as exigências estão ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2024, estar inscrito no programa há no mínimo cinco anos e ter recebido remuneração média dentro do limite estabelecido para o benefício.
Quem tem direito ao Abono Salarial
Para receber o benefício no calendário de 2026, o trabalhador precisa ter recebido remuneração média mensal de até R$2.766 durante 2024. O valor corresponde ao limite de renda utilizado para esse ciclo, considerando as novas regras de correção previstas a partir de 2026.
Também é necessário ter exercido atividade remunerada para empregador contribuinte do PIS ou do Pasep durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base. O trabalhador ainda precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados desde o primeiro emprego com empregador contribuinte do programa.
Outro requisito importante é que os dados do vínculo empregatício tenham sido informados corretamente pela empresa no eSocial. É a partir dessas informações que o Ministério do Trabalho e Emprego realiza a identificação dos trabalhadores habilitados ao pagamento.
Valor depende do tempo trabalhado
O Abono Salarial não tem o mesmo valor para todos os beneficiários. O cálculo considera a quantidade de meses trabalhados no ano-base e corresponde a 1/12 do salário mínimo vigente para cada mês contabilizado. Períodos de pelo menos 15 dias trabalhados contam como um mês integral para o cálculo.
Em 2026, o valor começa em R$136 para quem trabalhou um mês e aumenta proporcionalmente até chegar a R$1.621 para quem trabalhou durante os 12 meses de 2024. Os valores são:
- 1 mês trabalhado: R$136
- 2 meses trabalhados: R$271
- 3 meses trabalhados: R$406
- 4 meses trabalhados: R$541
- 5 meses trabalhados: R$675
- 6 meses trabalhados: R$811
- 7 meses trabalhados: R$946
- 8 meses trabalhados: R$1.081
- 9 meses trabalhados: R$1.216
- 10 meses trabalhados: R$1.351
- 11 meses trabalhados: R$1.486
- 12 meses trabalhados: R$1.621
Calendário segue o mês de nascimento
O calendário de 2026 foi organizado pelo mês de nascimento do trabalhador. Os primeiros pagamentos começaram em fevereiro e os últimos grupos, formados pelos nascidos em novembro e dezembro, tiveram o benefício liberado em 17 de agosto.
A divisão ficou da seguinte forma:
- Janeiro receberam a partir de 16 de fevereiro;
- Fevereiro, em 16 de março;
- Março e abril, em 15 de abril;
- Maio e junho, em 15 de maio;
- Julho e agosto, em 15 de junho;
- Setembro e outubro, em 15 de julho;
- Novembro e dezembro, em 17 de agosto.
Independentemente do mês de nascimento, os valores permanecem disponíveis até 30 de dezembro de 2026. Depois desse prazo, o trabalhador não poderá mais sacar o Abono Salarial referente a esse calendário.
Empresa precisa informar os dados corretamente
O pagamento depende também das informações fornecidas pelo empregador. A empresa deve registrar corretamente os vínculos e os dados necessários no eSocial, sistema utilizado pelo governo para reunir informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais.
Por isso, um trabalhador que acredita cumprir todos os requisitos pode não aparecer inicialmente como habilitado caso existam erros ou omissões nas informações enviadas pela empresa. A consulta da situação pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.
O Ministério do Trabalho e Emprego também disponibiliza o telefone 158 para atendimento aos trabalhadores, além das unidades das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego.
Onde o dinheiro é pago
O banco responsável pelo pagamento depende do tipo de vínculo que deu origem ao benefício. A Caixa Econômica Federal realiza os pagamentos do PIS, enquanto o Banco do Brasil é responsável pelo Pasep.
Na Caixa, o crédito pode ser feito diretamente em conta ou em poupança social digital. Para quem não possui conta, existem opções de saque em agências, terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, conforme as condições estabelecidas pelo banco.
No Banco do Brasil, o pagamento é feito preferencialmente por crédito em conta. Trabalhadores sem conta também podem receber por Pix, TED ou presencialmente nas agências, de acordo com as condições informadas pelo banco.
Como o prazo final é 30 de dezembro, quem ainda não verificou se tem direito pode consultar a situação do Abono Salarial na Carteira de Trabalho Digital ou no portal Gov.br antes do encerramento do calendário.









