Terry Crews, o Julius de “Todo Mundo Odeia o Chris”: “Você pode ter sucesso ou vingança, mas não os dois; vingar-se é tentar controlar aquilo que você não consegue controlar”
Crews afirmou que sua jornada pessoal envolveu aprender a lidar com a própria agressividade e a reconhecer suas vulnerabilidades.

O ator e apresentador Terry Crews concedeu uma entrevista ao podcaster Tim Ferriss na qual discutiu temas como sucesso, vingança e violência, a partir de episódios narrados em seu livro de memórias Tough: My Journey to True Power, lançado em 2022.
Durante a conversa, Crews refletiu sobre sua trajetória pessoal, que o levou de uma infância no estado americano de Michigan à fama em Hollywood, com passagens por séries de sucesso como Brooklyn Nine-Nine, Everybody Hates Chris e Are We There Yet?, além de sua atuação como apresentador do programa America’s Got Talent.
Vingança
Crews, que também acumula atividades como ilustrador de livros infantis, designer de móveis e ativista de direitos humanos, abordou na entrevista a diferença entre buscar sucesso e buscar vingança.
Segundo ele, não é possível ter ambos. A vingança, em sua visão, representa uma tentativa de controlar situações que estão fora do alcance do indivíduo, um esforço que raramente traz resolução definitiva e frequentemente agrava os conflitos. “Você pode ter sucesso ou vingança, mas não os dois; vingar-se é tentar controlar aquilo que você não consegue controlar”, declarou.
O artista relatou um episódio ocorrido em Pasadena, por volta de 2008 ou 2009, no qual agrediu fisicamente um homem que havia desrespeitado sua esposa. Crews descreveu a reação como desproporcional ao ocorrido e disse que só não foi preso porque uma testemunha defendeu sua versão dos fatos. Ele reconheceu que o incidente foi um exemplo de como a raiva pode levar a comportamentos excessivos e prejudiciais.
Crews afirmou que sua jornada pessoal envolveu aprender a lidar com a própria agressividade e a reconhecer suas vulnerabilidades. Ele comparou esse processo ao modelo dos 12 passos, usado em programas de recuperação de dependências, e destacou que a verdadeira força não está na capacidade de intimidar ou dominar os outros, mas na habilidade de enfrentar as próprias fraquezas.









