Santos apostou tudo em elenco estrelado, caiu na Sul-Americana e agora terá que arcar com folha salarial de R$ 30 milhões por mês

O Santos enfrenta um cenário financeiro preocupante após investir pesado em contratações para a temporada de 2026. A diretoria apostou em um elenco estrelado e projetou receitas importantes das competições, mas os resultados dentro de campo não acompanharam o planejamento.
A eliminação para o Atlético-MG nas quartas de final da Copa Sul-Americana agravou a situação. O Peixe deixou de receber US$ 800 mil (R$ 4,1 milhões) pela classificação à semifinal. Somada à bilheteria que poderia arrecadar, a perda ultrapassa R$ 5 milhões.
Elenco milionário vira preocupação no Santos
A estratégia da diretoria foi investir em reforços como Rodinei, Arthur, Lima, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha, apostando em uma campanha continental capaz de sustentar os gastos.
Entretanto, a eliminação deixou o clube com uma folha salarial próxima de R$ 30 milhões mensais e sem parte das receitas previstas.
O Santos já deve uma parcela de direitos de imagem aos jogadores e não possui recursos suficientes para quitar a próxima, com vencimento no dia 20. O clube reconheceu a pendência, mas afirmou que salários registrados em carteira e FGTS estão em dia.
Para viabilizar contratações, a NR Sports, empresa da família de Neymar, assumiu uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco por Jean Lucas, recebendo espaços no uniforme como contrapartida.
Dívida bilionária e risco de agravamento da crise
O Santos encerrou o segundo trimestre com déficit 62% superior ao orçamento e dívida acima de R$ 1,2 bilhão.
A falta de recursos também compromete a troca dos gramados da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé, projeto estimado em R$ 11 milhões. A empresa responsável pela manutenção acumula cinco meses sem receber.
Além disso, o clube reconheceu uma obrigação de R$ 17,3 milhões pela rescisão de Zé Rafael, parcelada em 48 vezes.
Na 10ª colocação do Brasileirão, o Santos terá 12 partidas para tentar conquistar uma vaga na pré-Libertadores e buscar novas receitas para aliviar a crise financeira.









