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Quem vai tirar a CNH pode ter de fazer exame toxicológico obrigatório

Nova regra pode exigir exame toxicológico para primeira CNH A e B, com teste que detecta substâncias usadas nos últimos 90 dias


Por Yasmin Henrique

01/07/2026 às 18h02

Quem vai tirar a CNH pode ter de fazer exame toxicológico obrigatório
(Foto: reprodução/pedroignaciofotografia/Magnific)

A obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ganhar uma nova etapa para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B, destinadas a motos e automóveis. Prevista pelo Projeto de Lei nº 3.965/2021, a mudança exige o exame toxicológico de larga janela de detecção, que já era aplicado a motoristas profissionais das categorias C, D e E.

O procedimento identifica o consumo de determinadas substâncias em um período mínimo de 90 dias e deve ser realizado em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Exame toxicológico para a CNH

Quem precisa fazer

  • Candidatos à primeira CNH A e B.
  • Pessoas que adicionarem a categoria A ou B à habilitação existente.
  • Motoristas que farão apenas a renovação da CNH A ou B não precisam realizar o exame.

Como funciona

  • Detecta o consumo de determinadas substâncias nos últimos 90 dias.
  • Não indica se a pessoa está sob efeito de drogas no momento da coleta.
  • É feito com amostras de cabelo, pelos ou unhas.
  • O resultado sai, em média, entre 5 e 15 dias úteis.
  • O exame custa entre R$ 100 e R$ 250, em média.

Substâncias identificadas

  • Anfetaminas.
  • Cocaína e derivados.
  • Canabinoides, como THC.
  • Opiáceos.
  • Benzodiazepínicos.
  • O exame não detecta álcool.

Resultado positivo

  • Suspende temporariamente o processo de habilitação.
  • Permite nova coleta após 90 dias.
  • Não gera punição criminal.

Implementação

  • A aplicação ocorre de forma gradual.
  • Cada Detran define os procedimentos conforme sua estrutura.
  • Candidatos devem consultar as regras do órgão do seu estado.

Debate sobre a nova exigência

A ampliação do exame toxicológico divide opiniões. Defensores da medida argumentam que ela pode aumentar a segurança no trânsito ao evitar que novos motoristas dirijam sob possível influência de substâncias que comprometam atenção, reflexos e decisões. Também apontam a tentativa de igualar as exigências entre condutores profissionais e particulares.

Críticos, porém, afirmam que a mudança eleva o custo para obter a CNH e pode dificultar o acesso ao documento para pessoas de menor renda. Há ainda questionamentos sobre a capacidade dos laboratórios credenciados de atender ao aumento da demanda.