Quem precisar se afastar do trabalho poderá pedir auxílio sem ir ao INSS para perícia, e regra que permite até 90 dias foi prorrogada por mais um ano
A medida foi criada para acelerar a concessão de benefício e reduzir a fila de perícias nas agências.

O INSS decidiu manter por mais um ano a possibilidade de conceder o auxílio-doença sem perícia presencial. A prorrogação foi assinada na última segunda-feira, dia 21.
A regra vale para afastamentos de até 90 dias e depende apenas da documentação médica enviada pelo segurado. O sistema usado é o Atestmed, que analisa atestados e laudos. A medida foi criada para acelerar a concessão do benefício e reduzir a fila de perícias nas agências.
Como fazer o pedido
O trabalhador pode fazer o pedido pelo aplicativo ou site Meu INSS, anexando o atestado. A decisão fica a cargo da Perícia Médica Federal, que avalia os documentos sem exigir comparecimento inicial.
Em 2026, o prazo máximo de afastamento autorizado por esse modelo passou de 60 para 90 dias, o que permitiu que casos de duração intermediária também fossem resolvidos remotamente.
Estratégia
A prorrogação faria parte da estratégia do governo de manter o atendimento digital para reduzir a demanda presencial. Segundo dados da Previdência, a adoção do Atestmed pode diminuir a fila por perícia presencial, ao evitar o deslocamento de segurados em afastamentos curtos.
Mesmo com a dispensa inicial, o INSS pode convocar o segurado para avaliação presencial se identificar inconsistências ou necessidade de complementação de informações médicas. O perito também mantém autonomia para definir o tempo de afastamento.
Para receber o benefício, o segurado precisa comprovar a incapacidade temporária para o trabalho e manter a qualidade de segurado da Previdência. O atestado deve conter diagnóstico, prazo de afastamento e identificação do profissional de saúde.








