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Quem chegar ao pronto atendimento com sinais de infarto terá novo protocolo obrigatório no SUS

A presidência da República sancionou uma nova lei que promete transformar o atendimento de infartos no Sistema Único de Saúde (SUS).


Por Clyverton Silva

04/09/2026 às 12h00

Quem chegar ao pronto atendimento com sinais de infarto terá novo protocolo obrigatório no SUS
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A presidência da República sancionou no último dia 2 uma nova lei que promete transformar o atendimento de infartos no Sistema Único de Saúde (SUS). A lei foi anunciada e publicada no Diário Oficial da União.

Este marco legal estabelece protocolos rígidos e introduz medicamentos trombolíticos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), visando dissolver coágulos rapidamente. O objetivo é salvar vidas e reduzir sequelas em emergências cardiovasculares.

A legislação, que entra em vigor em 180 dias, busca uniformizar o acesso a tratamentos de infarto nas diversas regiões do Brasil. A aplicação dos protocolos ocorrerá por meio de uma metodologia específica que inclui treinamento para os profissionais de saúde em todas as regiões do país.

O foco é diminuir as disparidades no tratamento de emergências cardiovasculares, garantindo um atendimento eficaz e padronizado.

Papel dos medicamentos trombolíticos

Os infartos são uma das principais causas de morte no Brasil. O uso de medicamentos trombolíticos nas UPAs pode ser decisivo nesse cenário.

Esses medicamentos possibilitam intervenções rápidas, minimizando o dano ao músculo cardíaco, melhorando assim a sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes. Este tratamento se torna um aliado na resposta rápida em ambientes de emergência.

Adequações necessárias para o SUS

Implementar a nova lei requer ajustes na logística e no treinamento nas unidades de saúde. Profissionais da área serão capacitados para aplicarem as novas diretrizes de maneira eficiente.

Este processo pode ainda estimular investimentos no setor de saúde, resultando em melhorias na infraestrutura hospitalar. As UPAs terão, portanto, um papel crucial, com expectativa de adaptação completa dos novos protocolos até o final de 2029.