Qual foi o número de pessoas que não votaram no primeiro turno das eleições de 2026?
Recorde de abstenção consolida trajetória ascendente de afastamento das urnas iniciada há duas décadas no país.

O Brasil registrou 33,1 milhões de eleitores ausentes no primeiro turno das eleições, o equivalente a 21,07% do eleitorado total. O índice bateu o recorde de abstenção e consolidou a trajetória ascendente de afastamento das urnas iniciada em 2006. A Justiça Eleitoral apurou 99,3% das votações e confirmou um cenário inédito de desengajamento político.
Em relação a 2022, o número de eleitores ausentes cresceu aproximadamente 700 mil. Naquele ano, a abstenção havia ficado em 20,79%, com 32,7 milhões de ausentes.
Disparidades entre estados e votos inválidos
A taxa de não comparecimento variou entre os estados. Mato Grosso do Sul liderou, com 23,87% de ausentes, seguido por Rio de Janeiro (23,32%), Minas Gerais (22,79%) e São Paulo (22,54%). O Ceará registrou a menor taxa, com 15,52%. Roraima (17,12%), Piauí (17,16%) e Sergipe (17,30%) também apresentaram índices mais baixos.
Votos em branco e nulos somaram 4,77% dos votos — acima dos 4,25% registrados quatro anos antes. Desse total, 2,93% foram nulos e 1,84%, brancos, o que sinaliza descontentamento e indiferença do eleitorado diante das opções disponíveis.
O voto continua obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos. Quem não comparece pode justificar a ausência pelo aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral. A multa para quem não justificar a ausência é de R$ 3,51 por turno. Em 2025, aproximadamente 5 milhões de pessoas tiveram o título cancelado após faltar aos últimos três pleitos consecutivos.









