Qual é o salário de um senador no Brasil em 2026?
Além do subsídio bruto de R$ 46.366,19, senadores recebem verbas indenizatórias e benefícios que ampliam significativamente seus ganhos reais.

Desde fevereiro de 2025, cada senador recebe um subsídio mensal bruto de R$ 46.366,19. Esse valor consta do Decreto Legislativo nº 172, de 2022, norma que estabelece ainda os vencimentos de deputados federais, do presidente da República e de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Antes do reajuste, em 2022, o subsídio bruto era de R$ 33.763,00, uma alta acumulada de 37,33%, equivalente a R$ 12.603,19 a mais no período.
Esse valor bruto, no entanto, não é o que efetivamente chega ao bolso do parlamentar: há descontos como o Imposto de Renda retido na fonte e as contribuições previdenciárias, que podem ser direcionadas ao INSS, responsável pelo Regime Geral de Previdência Social, ou a planos próprios da categoria.
O valor líquido está disponível para consulta pública no Portal da Transparência do Senado.

Verbas que somam ao subsídio
Hospedagem, combustível, aluguel de escritório de apoio e material de gabinete entram numa lista separada de benefícios, sem contar como salário.
Esse desenho tem explicação histórica: a Emenda Constitucional nº 19, de 1998, proíbe gratificações e abonos que inflem o teto constitucional de remuneração, mas deixou de fora as chamadas verbas indenizatórias, recursos que se somam ao subsídio sem entrar formalmente na conta do “salário”.
Para o Ibmec Brasília, onde leciona políticas públicas, o professor Jackson De Toni explica que esse tipo de custeio não é tecnicamente remuneração, ainda que amplie os ganhos reais do cargo. Segundo ele, a fragmentação do entendimento jurídico sobre o que é devido dificulta qualquer levantamento completo e confiável dos valores pagos a cada parlamentar.

A cota parlamentar e seus usos
O principal mecanismo é a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), formada por uma verba indenizatória fixa de R$ 15 mil somada a um valor de transporte aéreo que varia conforme o estado de origem de cada senador.
Esse dinheiro cobre desde aluguel e manutenção de escritório até material de expediente, consultorias, segurança e divulgação do mandato.
Passagens aéreas, aquáticas e terrestres também entram nessa cota, assim como despesas de alimentação e combustível ligadas ao exercício da atividade parlamentar. O Senado também paga uma ajuda de custo equivalente a um subsídio integral no início e no fim de cada mandato, à parte do pagamento mensal.

Moradia e outros direitos do cargo
Assim como os deputados federais, os senadores têm direito a um apartamento funcional em Brasília. Quem opta por não ocupar o imóvel pode receber R$ 5.500 por mês a título de auxílio-moradia, valor que também fica fora do subsídio mensal.
O mandato no Senado dura oito anos, e cada estado e o Distrito Federal elegem dois representantes por eleição, além dos senadores que já ocupam a Casa.
Esse conjunto de benefícios, somado ao subsídio fixado pelo Decreto Legislativo nº 172, compõe os direitos associados ao cargo durante o mandato de oito anos.









