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Psicóloga explica por que tanta gente se sente exausta ultimamente e revela o que pode estar por trás desse cansaço que parece não passar

A exaustão que toma conta de muitas pessoas atualmente tem explicação: psicólogos apontam que vivemos um esgotamento coletivo, resultado direto dos…


Por Bernardo Teixeira

03/10/2026 às 15h38

Psicóloga explica por que tanta gente se sente exausta ultimamente e revela o que pode estar por trás desse cansaço que parece não passar
Foto: Vitaly Gariev/Pexels

A exaustão que toma conta de muitas pessoas atualmente tem explicação: psicólogos apontam que vivemos um esgotamento coletivo, resultado direto dos traumas. E das pressões acumulados nos últimos anos, especialmente após a pandemia, que marcou profundamente a saúde mental global. Ao encerrar 2022, a psicóloga Naomi Holdt explicou esse esgotamento coletivo em meio às turbulências emocionais que o mundo atravessou.

A crise que parecia temporária se estendeu e deixou marcas no bem-estar coletivo, comprometendo ainda hoje a energia das pessoas no dia a dia.

O peso da recuperação sem descanso

Quando a vida voltou à “normalidade”, o corpo e a mente não acompanharam o mesmo ritmo. As pessoas tentaram retomar a rotina enquanto ainda carregavam o trauma e o desgaste emocional dos anos anteriores, sem processar de fato o que viveram. Era como tentar correr uma maratona já cansado desde o ponto de partida.

Essa tentativa de recuperação forçada, de retomar o trabalho, a escola, os relacionamentos. E a vida social em ritmo intenso, ocorreu sem considerar um detalhe crucial: o sistema nervoso estava em alerta máximo e permanecia frágil. Exigir mais do que o corpo podia suportar aprofundou o esgotamento mental, que atingiu adultos, adolescentes e crianças.

Mulher deitada em uma poltrona com um livro no rosto, segurando um café. Atmosfera casual e relaxante.
Foto: https://kaboompics.com//Pexels

Reconhecer o cansaço é o primeiro passo

Compreender por que se sente tão esgotado abre caminho para a compaixão com você mesmo. O esgotamento extremo não é fraqueza: é a resposta natural do corpo e da mente após enfrentar tempestades emocionais consecutivas.

Quando alguém se pergunta por que se importa tanto com pequenas coisas ou sente ansiedade em situações simples, a raiz frequentemente está nessa exaustão acumulada que ninguém processou de fato.

Caminhe com gentileza em sua jornada e encontre pequenos momentos de paz em meio ao caos. Permita que o corpo e a mente cicatrizem ao seu próprio ritmo, sem pressa e sem culpa. A compaixão, consigo mesmo e com os outros, é o remédio que falta quando tudo parece pesado demais.

Jovem descansando a cabeça sobre os livros, exemplificando fadiga estudantil e estresse de estudos.
Foto: George Milton/Pexels