Programa de R$ 30 bilhões aquece vendas de carros, mas expõe gargalo na análise de crédito bancária
Move Brasil tem alta procura por carros, mas enfrenta dificuldades na aprovação de crédito bancário para motoristas

Mesmo com a validação dentro das regras do Move Brasil, consumidores ainda podem enfrentar dificuldades para obter o financiamento. O programa federal, que oferece até R$ 30 bilhões em crédito para a compra de veículos, revelou um descompasso entre a alta procura nas concessionárias e a aprovação efetiva dos contratos pelos bancos.
A etapa decisiva fica sob responsabilidade das instituições financeiras, que fazem uma análise própria de risco antes da liberação dos recursos. Além da aprovação no programa, os bancos avaliam fatores como renda, histórico de pagamentos, score de crédito, capacidade de assumir novas parcelas e garantias apresentadas pelo comprador.
Move Brasil
O Move Brasil foi criado para renovar a frota de:
- taxistas;
- motoristas de aplicativo;
- cooperativas de táxi.
A linha financia veículos novos de até R$ 150 mil. São aceitos modelos:
- flex;
- híbridos flex;
- elétricos;
- movidos exclusivamente a etanol.
A expectativa do governo é financiar a compra de pelo menos 200 mil veículos.
O programa funciona em duas fases:
- Verificação de elegibilidade
- Confirma se o profissional atende aos critérios da política pública.
- Motoristas de aplicativo precisam: ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses; comprovar ao menos 100 corridas no período pela mesma plataforma.
- Taxistas devem apresentar registro e comprovar atividade regular.
- Análise de crédito
- Feita pelos bancos credenciados.
- Avalia o risco da operação antes da liberação dos recursos.
- A decisão final sobre o financiamento pertence às instituições financeiras.
Problemas com análise de crédito
As primeiras operações registraram aumento da demanda nas concessionárias, com lojas cheias e maior procura pelos veículos participantes. Parte dos consumidores enfrentou dificuldades após a aprovação inicial, incluindo:
- rejeição de CPFs;
- falhas de comunicação entre concessionárias e bancos;
- demora na conclusão dos financiamentos.
Entre os bancos que iniciaram a operação estão instituições ligadas às montadoras, como os grupos Stellantis, Chevrolet e Volkswagen. Outras instituições financeiras apresentaram limitações no início da implementação da linha de crédito.









