Praia que passará pelo maior alargamento do país entra em alerta por causa do El Niño
Maior alargamento de praia do Brasil ocorre em meio a alerta climático por risco de ressacas, temporais e erosão costeira

Durante a execução do maior projeto de alargamento de praia do Brasil, o município de Itapoá, em Santa Catarina, intensificou o monitoramento da faixa costeira diante da previsão de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño.
A prefeitura decretou estado de alerta climático por 180 dias como medida preventiva, com o objetivo de preparar estruturas públicas e reduzir possíveis impactos causados por ressacas, temporais, alagamentos e outras alterações ambientais que possam afetar a região.
Alargamento da praia
Dimensão da obra
- Ampliação de aproximadamente 8 quilômetros da faixa de areia.
- Uso de cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
- Material retirado da dragagem do canal de acesso da Baía da Babitonga.
- Sedimentos serão reaproveitados para recuperação da faixa costeira.
Objetivos do alargamento
- Reduzir os impactos da erosão costeira.
- Aumentar a proteção da orla contra avanço do mar e ressacas.
- Diminuir a vulnerabilidade da região diante de eventos climáticos extremos.
- Ampliar a área disponível para turismo e lazer.
- Proteger estruturas urbanas próximas à costa.
Áreas contempladas
- Praia Figueira do Pontal.
- Pontal do Norte.
- Praia Princesa do Mar.
Monitoramento e proteção costeira
- A ampliação da faixa de areia não elimina os efeitos naturais do oceano.
- A região continua sujeita à ação de ondas, correntes marítimas e variações climáticas.
- Serviços de proteção costeira, drenagem e contenção permanecem como prioridades durante o período de alerta climático.
Alerta do El Niño
O decreto municipal tem caráter preventivo e não configura situação de emergência ou calamidade pública. A medida busca preparar os órgãos públicos para possíveis agravamentos dos riscos climáticos nos próximos meses.
Entre as ações previstas estão manutenção da drenagem urbana, limpeza de rios e canais, vistorias em áreas vulneráveis e monitoramento das condições meteorológicas, hidrológicas e oceanográficas, além da divulgação de alertas à população.
Durante os 180 dias de vigência, o GRAC atuará como Comitê Municipal de Gestão de Crise, coordenando medidas preventivas e respostas a eventuais impactos. Caso ocorram danos provocados por eventos climáticos severos, a prefeitura poderá decretar situação de emergência nas áreas afetadas, conforme a gravidade dos prejuízos.









