Praia que passará pelo maior alargamento do país entra em alerta por causa do El Niño

Maior alargamento de praia do Brasil ocorre em meio a alerta climático por risco de ressacas, temporais e erosão costeira


Por Yasmin Henrique

17/06/2026 às 18h05

Praia que passará pelo maior alargamento do país entra em alerta por causa do El Niño

Durante a execução do maior projeto de alargamento de praia do Brasil, o município de Itapoá, em Santa Catarina, intensificou o monitoramento da faixa costeira diante da previsão de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño.

A prefeitura decretou estado de alerta climático por 180 dias como medida preventiva, com o objetivo de preparar estruturas públicas e reduzir possíveis impactos causados por ressacas, temporais, alagamentos e outras alterações ambientais que possam afetar a região.

Alargamento da praia

Dimensão da obra

  • Ampliação de aproximadamente 8 quilômetros da faixa de areia.
  • Uso de cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
  • Material retirado da dragagem do canal de acesso da Baía da Babitonga.
  • Sedimentos serão reaproveitados para recuperação da faixa costeira.

Objetivos do alargamento

  • Reduzir os impactos da erosão costeira.
  • Aumentar a proteção da orla contra avanço do mar e ressacas.
  • Diminuir a vulnerabilidade da região diante de eventos climáticos extremos.
  • Ampliar a área disponível para turismo e lazer.
  • Proteger estruturas urbanas próximas à costa.

Áreas contempladas

  • Praia Figueira do Pontal.
  • Pontal do Norte.
  • Praia Princesa do Mar.

Monitoramento e proteção costeira

  • A ampliação da faixa de areia não elimina os efeitos naturais do oceano.
  • A região continua sujeita à ação de ondas, correntes marítimas e variações climáticas.
  • Serviços de proteção costeira, drenagem e contenção permanecem como prioridades durante o período de alerta climático.

Alerta do El Niño

O decreto municipal tem caráter preventivo e não configura situação de emergência ou calamidade pública. A medida busca preparar os órgãos públicos para possíveis agravamentos dos riscos climáticos nos próximos meses.

Entre as ações previstas estão manutenção da drenagem urbana, limpeza de rios e canais, vistorias em áreas vulneráveis e monitoramento das condições meteorológicas, hidrológicas e oceanográficas, além da divulgação de alertas à população. 

Durante os 180 dias de vigência, o GRAC atuará como Comitê Municipal de Gestão de Crise, coordenando medidas preventivas e respostas a eventuais impactos. Caso ocorram danos provocados por eventos climáticos severos, a prefeitura poderá decretar situação de emergência nas áreas afetadas, conforme a gravidade dos prejuízos.