Piscina com vista para o mar, cinco vagas de garagem e 431 m² de luxo: cobertura onde Robinho morava antes de ser preso continua à venda, agora por R$ 9,99 milhões
Defesa de Robinho argumenta que a classificação de crimes hediondos não deveria se aplicar ao caso, pois não existe na legislação italiana onde ele foi originalmente condenado.

Uma cobertura duplex de frente para o mar em Santos continua à venda por R$ 9,99 milhões. O imóvel pertence ao ex-jogador Robinho, que cumpre pena de prisão desde março de 2024. A cobertura foi anunciada há aproximadamente um ano e teve redução de R$ 1,1 milhão no preço, mas ainda não encontrou comprador.
Robinho está preso no Centro de Ressocialização de Limeira, em São Paulo, depois de passar pela Penitenciária 2 de Tremembé. A transferência para a unidade menos rigorosa, solicitada pela defesa, ocorreu no fim de 2025. A defesa alegou bom comportamento e cumprimento dos requisitos necessários.
Características do imóvel de luxo
Localizado no bairro Aparecida, o duplex tem 431 metros quadrados e está anunciado por R$ 9,99 milhões, segundo a imobiliária Painel Imóveis. A propriedade oferece três suítes, seis banheiros, dois lavabos e cinco vagas de garagem no edifício, e as vagas estão distribuídas em dois andares.
A suíte principal dispõe de banheira de hidromassagem, dois espaços de closet, camarim e um pequeno escritório. O interior inclui salas separadas para televisão, refeições e recepção de convidados, além de uma cozinha grande e um quarto destinado a funcionários.
No piso superior, a área externa reúne piscina privativa, deck de madeira e churrasqueira, todos com vista para o mar. A estrutura ainda conta com portas blindadas e sistema próprio de câmeras.
Custos e contexto da venda
Os custos fixos mensais incluem condomínio de aproximadamente R$ 6 mil e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em torno de R$ 1,8 mil. A cobertura continua à venda mesmo após a redução de R$ 1,1 milhão no preço.
Robinho cumpre pena de nove anos de prisão por estupro coletivo cometido na Itália em 2013, após ser condenado pela Justiça italiana. Como a legislação brasileira não permite extradição de cidadãos brasileiros natos, o Superior Tribunal de Justiça autorizou que a pena fosse cumprida no país.
A Polícia Federal prendeu Robinho em 21 de março de 2024, no endereço da cobertura, para cumprir um mandado judicial. Ele foi levado à Polícia Federal, passou por audiência e exames no Instituto Médico Legal e, durante a madrugada, foi transferido para Tremembé.








