Operadora brasileira vai instalar antenas camufladas em prédios históricos
Operadora instala antenas camufladas para ampliar 4G e 5G em área histórica, conciliando conectividade e preservação arquitetônica

A necessidade de ampliar a cobertura 5G em regiões protegidas pelo patrimônio histórico tem impulsionado o uso de estruturas de telecomunicações mais discretas. Em Olinda (PE), a TIM Brasil planeja instalar antenas camufladas em fachadas de imóveis do Sítio Histórico, com o objetivo de melhorar o sinal móvel sem interferir na arquitetura colonial da cidade.
A iniciativa contempla três novos pontos de transmissão em áreas de grande fluxo de moradores e turistas na Cidade Alta: Alto da Sé, Quatro Cantos e Varadouro. Segundo a operadora, a medida poderá ampliar em até dez vezes a capacidade de conexão da rede na região. Os novos pontos de transmissão poderão ser utilizados por outras operadoras.
Antenas camufladas de Olinda
Parcerias e instalação
- O projeto foi desenvolvido pela TIM em parceria com a Prefeitura de Olinda, a Secretaria de Patrimônio e o Iphan.
- A instalação dos equipamentos será feita pela IHS Brasil, com conexão por fibra óptica até a rede central da operadora.
- Serão usados equipamentos compactos devido às limitações de áreas históricas protegidas.
- A frequência 5G de 3,5 GHz oferece maior capacidade de dados, mas tem menor alcance, exigindo mais pontos de transmissão.
Preservação histórica
- O Sítio Histórico de Olinda, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, possui regras rígidas de preservação.
- A solução adotada foi instalar pequenas antenas integradas às edificações para reduzir o impacto visual.
Impacto da expansão
- A melhoria da rede deve beneficiar moradores, turistas e comerciantes, principalmente durante eventos como o Carnaval de Olinda.
- A TIM estima que o 5G represente mais de 50% do tráfego de dados móveis da região no Carnaval de 2027.
Projetos adaptados
A estratégia adotada em Olinda segue uma tendência aplicada em outros locais históricos. Em Ouro Preto (MG), por exemplo, a TIM implantou antenas integradas ao mobiliário urbano, instaladas em estruturas como bancos, floreiras e postes de iluminação para evitar impactos visuais no conjunto arquitetônico.
Projetos desse tipo têm sido utilizados em centros históricos, áreas turísticas e regiões com regras urbanísticas específicas como alternativa para ampliar a conectividade. A proposta é adaptar a infraestrutura tecnológica ao ambiente urbano, permitindo a expansão das redes móveis sem comprometer características culturais e arquitetônicas.









