Novo tratamento reduz em até 34% as crises de doença pulmonar que tira o fôlego e leva idosos ao hospital
Um medicamento experimental da AstraZeneca reduziu crises de doença pulmonar em dois ensaios de fase tardia.

Dados apresentados no Congresso da Sociedade Respiratória Europeia, em Barcelona, e divulgados pela Reuters, reúnem resultados de estudos sobre doenças respiratórias e possíveis avanços no tratamento.
Um medicamento experimental da AstraZeneca reduziu crises de doença pulmonar obstrutiva crônica em dois ensaios de fase tardia, com queda de 29% a 34% nas exacerbações moderadas a graves entre pacientes que receberam tozorakimab, em comparação com o grupo do placebo, segundo a Reuters.
As taxas de eventos foram de 1,41 e 1,44 entre usuários do medicamento, contra 2,00 e 2,03 entre os que receberam placebo. O estudo acompanhou 1.750 fumantes atuais ou ex-fumantes que tiveram crises de DPOC no ano anterior, todos tratados com terapia padrão somada ao medicamento ou ao placebo.
Tozorakimab
O tozorakimab é um anticorpo monoclonal aplicado sob a pele a cada quatro semanas e age sobre a interleucina-33, proteína ligada à inflamação das vias aéreas e à produção de muco, conforme a Reuters.
O efeito foi observado independentemente do tabagismo, da gravidade pulmonar ou dos níveis de eosinófilos. Frank Sciurba, da Universidade de Pittsburgh, disse que reduzir exacerbações é um dos principais objetivos no tratamento da DPOC, pois as crises afetam a saúde, a qualidade de vida e os resultados de longo prazo.
Os dados serão analisados pela agência reguladora dos Estados Unidos para possível aprovação fora de ensaios clínicos, e os resultados também foram publicados no New England Journal of Medicine, de acordo com a Reuters.
Uma análise apresentada no congresso indica que a vacina contra gripe em dose alta também beneficia idosos com doença pulmonar crônica, reduzindo o risco de hospitalização por gripe ou pneumonia em dois ensaios randomizados com pessoas acima de 65 anos.








