Novas regras para doação de sangue entram em vigor e brasileiros que fizeram tatuagem, botox ou outros procedimentos podem voltar a doar muito antes do que imaginavam
Em diversos casos que antes deixavam o candidato meses sem poder doar, o tempo de espera agora é bem mais curto.

Desde esta quarta-feira, dia 30, o Brasil adota novos critérios para quem quer doar sangue. Em diversos casos que antes deixavam o candidato meses sem poder doar, o tempo de espera agora é bem mais curto. As mudanças foram definidas pelo Ministério da Saúde em julho e já valem na rede de hemocentros.
Entre os públicos impactados, estão pessoas que passaram por tatuagem, piercing ou procedimento estético invasivo, além dos doadores acima de 70 anos, que agora podem seguir doando. A portaria ainda traz uma norma voltada a quem utiliza injetáveis como a semaglutida, substância presente no Ozempic.
Tatuagens e procedimentos estéticos agora têm prazo de apenas uma semana
Quem fez tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva, botox, preenchimento ou microagulhamento já pode se candidatar à doação com apenas uma semana de espera, contanto que o serviço de hemoterapia consiga confirmar que o procedimento foi feito com segurança. Caso não haja comprovação, o tempo de espera é de 4 meses.
Piercings na boca ou na região genital continuam restritos enquanto o acessório estiver instalado. Depois da remoção, o doador deve aguardar 4 períodos antes de se apresentar ao banco de sangue. A principal mudança é a redução do tempo total de espera: antes, procedimentos estéticos podiam exigir períodos bem mais longos.
Medicamentos emagrecedores não impedem doação automática
Canetas de GLP-1 como Ozempic e Mounjaro não geram impedimento apenas por serem usadas. A restrição de 4 meses vale somente para quem compartilhou o dispositivo de aplicação com outra pessoa — uma situação de risco de transmissão que a norma agora trata de forma específica e menos restritiva que antes.
Durante a triagem, cada medicamento é analisado individualmente, levando em conta a substância e a razão clínica para seu uso. A regra substitui restrições genéricas que podiam afetar tratamentos legítimos.









