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Nova SAF no futebol brasileiro: clube da Série A deve ser comprado por R$ 8 bilhões e se tornar potência nacional


Por Juliano Machado

13/09/2026 às 15h32

Nova SAF no futebol brasileiro: clube da Série A deve ser comprado por R$ 8 bilhões e se tornar potência nacional

Uma das maiores operações financeiras já discutidas no futebol brasileiro ganhou um novo capítulo. Um tradicional clube da Série A pode passar por uma profunda transformação administrativa e esportiva nos próximos anos, com investidores preparando uma nova proposta que prevê centenas de milhões em dinheiro novo e um projeto capaz de movimentar mais de R$ 8 bilhões ao longo de uma década.

O clube em questão é o Fluminense. A Lazuli Partners prepara uma nova oferta para assumir o futebol tricolor e avançar com a criação da SAF. A proposta atualizada deve acrescentar entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões em dinheiro novo em relação ao projeto anteriormente apresentado.

SAF do Fluminense pode movimentar mais de R$ 8 bilhões

A nova estrutura prevê que o montante total movimentado pela SAF possa superar R$ 8 bilhões em dez anos. Isso, porém, não significa que o Fluminense será vendido diretamente por R$ 8 bilhões ou que todo esse dinheiro será depositado nos cofres do clube.

Grande parte da quantia corresponde ao volume financeiro projetado para a operação da SAF durante o período. Em contrapartida ao aumento do aporte de capital novo, a Lazuli deverá receber um percentual entre 15% e 25% maior sobre futuras vendas de jogadores.

Em setembro de 2025, a Lazuli Partners/LZ Sports já havia apresentado uma proposta oficial que projetava R$ 6,9 bilhões em dez anos. Naquele modelo, estavam previstos dois aportes iniciais de R$ 250 milhões, totalizando R$ 500 milhões em dinheiro novo, em troca de 65% do futebol tricolor.

Fluminense prepara decisão sobre futuro da SAF

A expectativa é que a nova oferta seja apresentada ao Conselho Deliberativo do Fluminense até o fim deste ano. O atual presidente, Mattheus Montenegro, defende a transformação do futebol em SAF e trabalha internamente para conseguir apoio ao projeto.

Carlos de Barros, fundador e CEO da Lazuli Partners, inclusive esteve no Maracanã na última terça-feira (8) e conversou com Montenegro durante a vitória do Fluminense sobre o Platense pela Libertadores.

Ainda existem pontos de resistência entre os envolvidos, inclusive sobre a futura estrutura administrativa. O nome de Mário Bittencourt, atual diretor-geral, não seria unanimidade para ocupar o posto de CEO.

Caso seja aprovado, o projeto pode colocar o Fluminense diante de uma das maiores estruturas financeiras já projetadas para uma SAF brasileira, com mais de R$ 8 bilhões movimentados ao longo de dez anos e a promessa de ampliar a capacidade de investimento do clube.