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Nova lei pode mudar as regras para mulheres que trabalham ou estudam à noite e proposta prevê uma novidade que pode começar a valer para quem sai de casa após as 18h

Mulheres que saem de casa para trabalhar ou estudar entre 18h e 6h podem ter mais facilidade para obter autorização.


Por Clyverton Silva

25/09/2026 às 11h28- Atualizada 25/09/2026 às 11h30

Nova lei pode mudar as regras para mulheres que trabalham ou estudam à noite e proposta prevê uma novidade que pode começar a valer para quem sai de casa após as 18h
Foto: Mel Navala/Pexels

Mulheres que saem de casa para trabalhar ou estudar entre 18h e 6h podem ter mais facilidade para obter autorização para portar armas de fogo, segundo um projeto que tramita na Câmara dos Deputados.
O PL 951/2023, apresentado pelo deputado Marcos Pollon em 7 de março de 2023, cria uma presunção de necessidade para quem circula fora de casa nesse horário.
A proposta não se limita a quem trabalha à noite. Vítimas de violência doméstica com medida protetiva em vigor, chefes de família e mães solteiras também seriam incluídas entre as beneficiadas.

Posse e porte não são a mesma coisa

Guardar uma arma em casa é permitido; sair com ela na rua exige outra autorização, bem mais restrita. Essa diferença explica por que a proposta não daria a todos os grupos citados o mesmo acesso ao porte de arma.
Para manter a arma na residência ou no local de trabalho, basta ser o responsável legal pelo imóvel ou estabelecimento. Levar a arma para além desses espaços, por outro lado, depende de autorização específica, conforme as regras já existentes na legislação.

Presunção de necessidade não garante autorização automática

O Estatuto do Desarmamento seria alterado para que certos grupos de mulheres tivessem a necessidade do armamento presumida, sem precisar comprová-la desde o início. Ainda assim, a mudança não significaria liberação imediata.
Comprovar idoneidade, ter capacidade técnica e passar por avaliação psicológica continuariam sendo exigências obrigatórias, conforme a Agência Câmara. A presunção facilita a entrada no processo, mas não dispensa nenhuma etapa da análise.

Situação de violência doméstica também é contemplada

Quem vive sob proteção judicial por violência doméstica ou familiar também seria incluída na presunção de necessidade prevista pelo projeto. Pollon afirma que a proposta pretende ampliar as opções de defesa disponíveis a mulheres em risco, especialmente quando outras formas de proteção não bastam.
O PL 951/2023 ainda não mudou nenhuma regra em vigor. O texto segue em análise na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e pode ser apreciado em caráter conclusivo pelas comissões responsáveis pela tramitação.