Nova injeção semanal que elimina tanto peso quanto a bariátrica e também trata apneia do sono e dor no joelho
Nova injeção experimental alcança perda de peso de até 28,3% e apresenta resultados comparáveis aos de alguns casos de cirurgia bariátrica

A retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela Eli Lilly, tem despertado atenção da comunidade médica após a apresentação de novos estudos no congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA), nos Estados Unidos. Ainda sem aprovação regulatória, a substância demonstrou resultados promissores na perda de peso e em outras condições associadas à obesidade.
Pertencente à mesma classe de medicamentos de Ozempic e Mounjaro, a retatrutida se diferencia por atuar simultaneamente nos receptores GLP-1, GIP e glucagon, combinação que ajuda a reduzir o apetite, melhorar o controle glicêmico e aumentar o gasto energético do organismo.
Injeção de retatrutida
Divulgado na revista científica The Lancet, um dos estudos mais recentes sobre a retatrutida acompanhou 537 adultos e registrou os seguintes resultados:
Perda de peso
- Pacientes com diabetes: Redução média de até 15,3% do peso corporal em 40 semanas. O emagrecimento ainda não havia atingido um platô ao final do estudo.
- Pessoas com obesidade: Após 80 semanas, a perda média foi de 28,3% do peso corporal. Quase metade dos participantes eliminou mais de 30% do peso inicial, e cerca de 65% deixou de ser classificada como obesa pelo IMC. Em até 104 semanas, a redução média chegou a 30,3%, em resultados comparáveis aos de alguns casos de cirurgia bariátrica.
Benefícios metabólicos adicionais
- Redução de até 41% nos triglicerídeos.
- Queda de até 24,2% no colesterol não-HDL.
- Redução de até 12,3 mmHg na pressão arterial sistólica.
- Diminuição da circunferência abdominal.
Outros benefícios observados
- Redução de 60,6% na gravidade da apneia obstrutiva do sono.
- Redução de até 73,1% da dor associada à osteoartrite de joelho.
Reações e regulação
Os efeitos adversos observados foram semelhantes aos de outros medicamentos da mesma classe, com destaque para náusea, diarreia, vômitos e constipação, geralmente em intensidade leve ou moderada.
Apesar dos resultados promissores, a retatrutida ainda aguarda avaliação final das agências reguladoras. Especialistas também alertam para a venda irregular de produtos que alegam conter a substância. Sem aprovação sanitária, qualquer versão comercializada atualmente é considerada ilegal e não possui garantia de qualidade, eficácia ou segurança, segundo a Receita Federal e a Anvisa.









