Ninguém sabe o que é o objeto lançado por nave secreta da China em missão espacial
Objeto lançado pela nave secreta Shenlong intriga especialistas e amplia mistério sobre o programa espacial sigiloso da China

O objeto ejetado pelo avião espacial secreto da China durante sua missão em órbita segue sem identificação oficial. Após ser detectado por sistemas independentes de rastreamento espacial, ele passou a ser monitorado por especialistas e pela Força Espacial dos Estados Unidos, enquanto sua origem e finalidade permanecem indefinidas.
De acordo com o astrônomo e especialista em rastreamento orbital Jonathan McDowell, uma das hipóteses é que o objeto seja um CubeSat, tipo de pequeno satélite empregado em pesquisas e demonstrações tecnológicas. Até o momento, porém, o governo chinês não confirmou essa possibilidade nem divulgou informações sobre o equipamento.
Nave secreta da China
Detecção do objeto
- A LeoLabs detectou o objeto às 2h30 (UTC) de 22 de junho de 2026 (23h30 de 21 de junho no horário de Brasília).
- Após análises da rede de radares da empresa, concluiu que ele foi liberado pelo Shenlong durante a missão.
Quarta missão
- O Shenlong foi lançado em 6 de fevereiro de 2026, a partir de Jiuquan, a bordo de um foguete Longa Marcha 2F.
- A China não divulgou os objetivos da missão nem informações sobre a carga transportada.
Programa secreto
- O elevado nível de sigilo faz com que pouco se saiba sobre a espaçonave.
- Dados como dimensões, capacidade de carga, propulsão e equipamentos permanecem desconhecidos.
- A maior parte das informações vem de empresas de rastreamento e pesquisadores independentes.
Semelhanças com o X-37B
- Imagens sugerem que o Shenlong utiliza painéis solares, o que pode permitir longas permanências em órbita.
- A aeronave é comparada ao X-37B dos EUA por ser reutilizável, lançada por foguete, capaz de pousar em pistas convencionais e operar em missões sigilosas.
Tecnologias espaciais
A liberação de objetos não é inédita. Desde 2022, o Shenlong teria ejetado ao menos nove componentes durante suas missões, enquanto sua permanência em órbita aumentou de dois dias, em 2020, para cerca de oito e nove meses nas operações seguintes.
Especialistas acreditam que essas liberações façam parte de testes de operações de encontro e proximidade (RPO), tecnologia com aplicações civis e militares na aproximação entre espaçonaves e satélites, atualmente desenvolvida por potências como China, Rússia e Estados Unidos.
(Foto: reprodução/Agência Nacional Espacial da China)









