Neymar vai jogar contra a Escócia? Camisa 10 ainda não participou das partidas da Copa

Neymar deve voltar contra a Escócia, mas Ancelotti prepara retorno gradual para evitar riscos de nova lesão.


Por Leticia Florenco

24/06/2026 às 12h56

Neymar vai jogar contra a Escócia? Camisa 10 ainda não participou das partidas da Copa
Neymar durante treino pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 • Nelson Terme/CBF

A expectativa dos torcedores para ver Neymar em campo na Copa do Mundo continua enorme.

Após ficar fora das primeiras partidas do Brasil no torneio, o camisa 10 está cada vez mais próximo de retornar, mas a comissão técnica trabalha com extrema cautela para evitar qualquer risco de uma nova lesão.

O técnico italiano Carlo Ancelotti deixou claro que não pretende utilizar Neymar da mesma forma que ele atuava no auge da carreira.

Segundo o treinador, o atacante não será escalado aberto pelas pontas, função que desempenhou com brilho durante sua passagem pelo FC Barcelona.

A ideia é aproveitar a inteligência, a visão de jogo e a qualidade técnica do craque em uma região mais centralizada do campo.

Função será semelhante à de um falso centroavante

O planejamento da comissão técnica prevê Neymar atuando por dentro, próximo da área adversária.

A função se aproxima da de um falso centroavante ou segundo atacante, permitindo que ele participe da criação das jogadas sem precisar percorrer grandes distâncias.

A mudança tem uma justificativa clara: preservar a parte física do jogador e aumentar sua eficiência nos momentos decisivos.

Dessa forma, Neymar poderá concentrar suas energias em passes decisivos, dribles curtos para quebrar linhas defensivas e finalizações, sem o desgaste constante de acompanhar laterais ou percorrer o campo inteiro.

A estratégia já foi observada em outras seleções e clubes que precisaram adaptar grandes craques ao avanço da idade e às limitações físicas naturais da carreira.

Retorno contra a Escócia deve acontecer apenas no fim da partida

Embora esteja recuperado e participando das atividades com o grupo, Neymar ainda enfrenta um obstáculo importante: a falta de ritmo de jogo.

Por esse motivo, a tendência é que ele entre somente na reta final do confronto contra a Escócia.

A previsão é de uma participação entre 15 e 25 minutos, dependendo do andamento da partida e das condições físicas apresentadas pelo jogador durante o confronto.

O cenário ideal para Ancelotti seria ter o Brasil já em vantagem no placar quando decidir colocar o camisa 10 em campo. Assim, Neymar poderia atuar sem a pressão de carregar a equipe em um momento decisivo do jogo.

Lesão de Raphinha aumenta importância do camisa 10

O retorno de Neymar ganhou ainda mais relevância após os problemas físicos de Raphinha.

A lesão muscular sofrida pelo atacante preocupa a comissão técnica e pode até comprometer sua sequência na competição. Com isso, o Brasil passa a depender ainda mais da experiência e da capacidade de decisão de Neymar.

Mesmo cercado por dúvidas físicas, o camisa 10 continua sendo visto internamente como um dos jogadores capazes de mudar o destino de uma partida com uma única jogada.

Essa confiança explica por que Ancelotti manteve sua convocação mesmo enfrentando críticas de parte da imprensa e dos torcedores.

Histórico de lesões exige atenção máxima

A principal preocupação da comissão técnica é evitar uma nova lesão muscular, especialmente na região da panturrilha, onde Neymar enfrentou problemas recentemente.

Aos 34 anos, o atacante convive com um histórico marcado por lesões importantes. Ao longo da carreira, passou por dezenas de problemas físicos e precisou se submeter a várias cirurgias.

Por isso, médicos e preparadores físicos trabalham com um protocolo rigoroso para controlar a carga de trabalho do jogador.

A prioridade é garantir que Neymar esteja disponível para as fases decisivas do torneio, quando a margem para erros diminui e cada partida pode definir o futuro da Seleção.

Última Copa aumenta peso emocional do retorno

Além da questão técnica, existe um componente emocional que torna esse retorno ainda mais significativo.

Neymar sabe que está disputando a última Copa do Mundo de sua carreira. O próprio jogador demonstra consciência de que o momento exige paciência e respeito ao planejamento elaborado pela comissão técnica.

Diferentemente de outras fases da carreira, ele parece disposto a aceitar uma participação gradual para estar plenamente preparado nos confrontos mais importantes da competição.

A experiência acumulada ao longo dos anos também contribui para essa postura mais madura diante da recuperação.

Agora, mais do que nunca, o desafio será equilibrar prudência e ambição. Afinal, a Seleção quer contar com seu principal talento quando a Copa entrar em sua fase mais importante.