Nem São Januário e nem Maracanã: Vasco escolhe “nova casa” para jogar em 2026
Vasco e Flamengo dividirão igualmente os ingressos do Nilton Santos após a CBF e FERJ pedirem o ajuste.

O clássico entre Vasco e Flamengo, marcado para esta quinta-feira (29/10), às 20h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, terá uma mudança importante na distribuição de ingressos.
Cada torcida vai ocupar metade da capacidade total do estádio, numa divisão de 50% para cada lado, depois que a Confederação Brasileira de Futebol e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro pediram o ajuste. A proposta inicial do clube Cruzmaltino reservava 90% dos bilhetes para seus próprios torcedores e apenas 10% para os rubro-negros.
Essa configuração original seguia o padrão comum quando um time manda a partida, mas os órgãos organizadores entenderam que o equilíbrio entre as duas torcidas pedia outra solução. Com isso, o clube vascaíno teve que repensar a organização dos setores do Nilton Santos às pressas, a poucos dias da bola rolar.
Venda de ingressos começou antes do acordo
A comercialização para a torcida do Vasco teve início no sábado (24/10), quando ainda vigorava a proposta de 90% para 10%. Quem já havia garantido entrada em setores que agora serão reorganizados vai receber instruções específicas sobre como proceder.
Torcedores que pagaram valores acima do que consta na tabela revisada terão direito a reembolso da diferença. Do lado do Flamengo, a venda de ingressos começou nesta terça-feira (27/10), às 10h, com preços que variam entre R$ 90 e R$ 120 para a inteira, além de descontos para meia-entrada e sócios-torcedores.
Reunião na Federação definiu a mudança
O encontro que resultou no novo formato aconteceu na segunda-feira (26/10), na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Representantes do Vasco optaram por atender à solicitação da CBF e da FERJ, abrindo mão da proporção que havia sido definida inicialmente.
Em nota oficial, a diretoria cruzmaltina afirmou que ceder nesse ponto específico não representa renúncia aos direitos do clube como mandante da partida. Segundo o comunicado, a decisão nasce do diálogo com as instituições responsáveis pela organização do futebol brasileiro, e não de uma imposição unilateral.









