Navio foi construído para ser ainda mais seguro depois da tragédia do Titanic, tinha 269 metros e foi equipado com melhorias de segurança, mas afundou poucos anos depois e deixou 30 mortos
Os destroços do Britannic repousam a 120 metros de profundidade no Mar Egeu, permitindo que mergulhadores explorem continuamente o navio e preservem sua memória.

O HMHS Britannic pertencia à White Star Line e era irmão do RMS Titanic; os dois navios faziam parte da classe Olympic. Lançado em 1914, dois anos após a tragédia do Titanic, o Britannic naufragou em 1916 no Mar Egeu.
Os dois navios tinham 269 metros de comprimento, mas o Britannic tinha um calado maior, o que o tornava mais estável na água. O navio alcançava 23 nós, aproximadamente 43 km/h, e podia funcionar como transatlântico de passageiros e para fins militares.
Construído com lições do Titanic
Os construtores já conheciam os perigos do oceano quando começaram a construir o navio no estaleiro de Belfast, na Irlanda do Norte. Incorporaram reforços estruturais, estenderam as baias estanques e instalaram múltiplos sistemas de segurança para evitar outro desastre.
Quando começou a Primeira Guerra, o Almirantado Britânico requisitou o navio e o converteu em hospital flutuante. Rebatizado como HMHS (His Majesty’s Hospital Ship), o Britannic recebeu instalações médicas avançadas, enfermarias, salas de cirurgia e equipamento de raios-X, capazes de abrigar até 3.309 pacientes.

O naufrágio no Mar Egeu
Em 21 de novembro de 1916, durante a sexta e última viagem como navio hospitalar, o Britannic colidiu com uma mina naval no Mar Egeu. A explosão danificou gravemente o casco e inundou rapidamente o navio.
O navio afundou em menos de uma hora depois da explosão. Os botes salva-vidas adicionais e os equipamentos de resgate, incorporados após as lições do Titanic, permitiram uma evacuação mais eficiente do que a do navio irmão. Apesar das melhorias, 30 pessoas morreram.

Legado submerso e acessível
Os destroços repousam no fundo do Mar Egeu, a aproximadamente 120 metros de profundidade, o que os torna mais acessíveis que os do Titanic, a mais de 3.800 metros abaixo da superfície. Mergulhadores de todo o mundo visitam o local para estudar o que resta da embarcação e refletir sobre as mudanças que a guerra impôs à navegação civil.
Enquanto o Titanic fez apenas uma viagem antes de afundar, o Britannic completou cinco como navio hospitalar. As águas relativamente rasas onde repousa permitem explorar seus destroços de forma contínua, preservando a memória de um navio cuja trajetória terminou de forma tão trágica quanto a de seu irmão mais famoso.









