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Não fiz a biometria: posso votar mesmo assim?

A regularidade no Cadastro Eleitoral é o único requisito para votar, independentemente do registro biométrico.


Por Bernardo Teixeira

04/10/2026 às 12h34

Não fiz a biometria: posso votar mesmo assim?
Foto: Towfiqu barbhuiya/Pexels

Quem nunca cadastrou a impressão digital poderá votar nas Eleições 2026, porque a exigência vale para o alistamento eleitoral, não para o momento do voto. Basta que a inscrição esteja regular no Cadastro Eleitoral, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

A diferença está em duas etapas: obter o título, quando a coleta de dados biométricos é obrigatória, e comparecer à urna no dia da votação, quando conta a situação cadastral.

Segundo dados citados pelo TSE, 10,99% do eleitorado ainda não tem registro biométrico. Mesmo assim, essas pessoas poderão votar normalmente nos turnos de 4 e 25 de outubro.

O que garante o direito de votar

A assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani, afirma que o fator decisivo é a situação do eleitor no cadastro, e não o registro biométrico em si. Em entrevista ao UOL, ela destacou que essa regra vale tanto para quem votou no Brasil quanto para quem está inscrito no exterior.

A exigência de biometria no alistamento feito fora do país já não existe mais, era uma fase que se encerrou, e hoje só pesa a regularidade da inscrição.

Por isso, a regularidade no Cadastro Eleitoral é o único requisito para votar. Quem tem o título ativo participa da votação independentemente de ter passado ou não pela coleta de digitais.

Um gesto com a mão simbolizando a conscientização sobre diabetes com um círculo azul sobre um fundo azul.
Foto: Artem Podrez/Pexels

Caminhos alternativos na urna eletrônica

As seções espalhadas pelo país usam leitores biométricos acoplados às urnas para conferir a digital de quem já tem esse dado registrado. Quando o sistema não reconhece a impressão depois de quatro tentativas, entra em cena uma pergunta sobre o ano de nascimento do eleitor como forma de confirmar a identidade.

A pergunta também é feita a quem nunca passou pela coleta biométrica. A urna solicita diretamente essa informação para confirmar a identidade. Já nas seções eleitorais fora do Brasil, esse procedimento não é usado: lá, a verificação pela digital não faz parte da votação.

Close-up detalhado de dedos humanos mostrando textura da pele e impressões digitais.
Foto: Angela Roma/Pexels

Para que servem os dados biométricos

A biometria eleitoral reúne impressões digitais, fotografia e assinatura, armazenadas no Cadastro Eleitoral. O recurso reforça a segurança do processo, agiliza o atendimento nas seções e ajuda a identificar possíveis duplicidades de cadastro.

Esses dados também integram a base da Identificação Civil Nacional, programa que busca unificar a identificação dos cidadãos nas relações com o Estado. Quem ainda não fez o registro biométrico pode procurar um cartório eleitoral para regularizar a situação antes do próximo alistamento.