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Muita gente passa o primeiro encontro falando sobre trabalho, hobbies e gostos pessoais, mas especialista afirma que existem 3 perguntas mais profundas que podem revelar muito sobre quem está sentado do outro lado da mesa

Especialista defende que essas três perguntas revelam inteligência emocional e maturidade para relacionamentos saudáveis.


Por Bernardo Teixeira

18/10/2026 às 19h33

Muita gente passa o primeiro encontro falando sobre trabalho, hobbies e gostos pessoais, mas especialista afirma que existem 3 perguntas mais profundas que podem revelar muito sobre quem está sentado do outro lado da mesa
Foto: Joice Borges/Pexels

Escolher o que perguntar num primeiro encontro costuma gerar ansiedade. É comum que as conversas fiquem restritas a assuntos mais superficiais, como profissão, lazer e preferências pessoais, por receio de parecer intrusivo logo no início.

Para a especialista em relacionamentos Sabrina Zohar, de 36 anos, que reúne 1,8 milhão de seguidores nas redes sociais, há caminhos mais eficazes para avaliar se duas pessoas realmente combinam. Em um vídeo publicado no TikTok, ela apresentou um trio de perguntas que, segundo ela, vai muito além de assuntos corriqueiros.

Para Zohar, essas questões funcionam como um teste de inteligência emocional e autorreflexão, qualidades que costumam indicar maturidade e capacidade de construir relacionamentos saudáveis.

Casal desfrutando de uma noite romântica, brindando com vinho tinto em um restaurante aconchegante.
Foto: Katerina Holmes/Pexels

A disponibilidade emocional como ponto de partida

A primeira delas busca saber quem a pessoa costuma procurar tanto nos momentos bons quanto nos ruins. O objetivo é medir se ela consegue se abrir e buscar apoio quando precisa.

Respostas como “ninguém, lido sozinha” ou “sinceramente, não tenho ninguém” podem indicar limitações na forma como a pessoa lida com as próprias emoções e com a vulnerabilidade.

Esse tipo de resposta sugere que alguém pode ter dificuldade em expressar sentimentos ou não se sente seguro ao se abrir com seu círculo próximo. Compreender isso desde cedo economiza tempo e evita frustações futuras, especialmente se você busca um relacionamento onde a intimidade emocional é valorizada.

Ambição e autoconhecimento na segunda pergunta

A segunda pergunta sugerida por Zohar busca saber no que a pessoa está investindo esforço no momento e do que ela sente orgulho. Aqui, o desafio é receber uma resposta concreta e pessoal. Zohar disse que não espera uma resposta vaga, como a de alguém que afirma estar trabalhando apenas para se tornar uma pessoa melhor, porque isso indicaria falta de clareza sobre quem a pessoa é e para onde quer ir.

Quando alguém consegue citar projetos específicos, objetivos definidos ou áreas nas quais está crescendo, demonstra autoconhecimento e intencionalidade. Essa resposta mostra se a pessoa está em um processo de evolução ativa, não apenas vivendo o dia a dia sem reflexão sobre seu próprio caminho.

Resiliência revelada pela terceira pergunta

A terceira e última pergunta gira em torno de superação: “O que você conseguiu deixar para trás nos últimos anos?”. Essa questão mede a capacidade de autorreflexão e a forma como a pessoa lida com dificuldades e mudanças. Uma resposta genuína indica que a pessoa reflete sobre si mesma e evolui a partir das próprias experiências.

Respostas superficiais, como dizer que gostava de coentro e agora não gosta, sugerem alguém que não faz um trabalho emocional profundo. Por outro lado, quando alguém consegue apontar medos, padrões de comportamento ou situações que deixou para trás, demonstra maior maturidade e capacidade de crescimento pessoal.

Repercussão e divisão de opiniões

Os conselhos geraram reações variadas nas redes sociais. Alguns apoiadores consideraram as perguntas ferramentas valiosas para identificar conexão e potencial entre as pessoas, enquanto críticos questionaram se elas não transformariam o primeiro encontro em algo próximo de um interrogatório, sacrificando a leveza e a diversão.

O debate mostra o desafio de equilibrar diversão e profundidade nos encontros iniciais. Para quem busca relacionamentos significativos, essas perguntas ajudam a conhecer alguém além da aparência. Para quem prefere deixar a química fluir naturalmente, elas podem parecer prematuras e estruturadas demais.