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Mercado de camelos chega ao celular: aplicativo reúne 15 mil usuários e anuncia 3,3 mil animais pela internet

Uma revolução silenciosa está em curso no comércio de camelos.


Por Clyverton Silva

06/09/2026 às 16h38

Mercado de camelos chega ao celular: aplicativo reúne 15 mil usuários e anuncia 3,3 mil animais pela internet
Foto ilustrativa: ClickerHappy/Pexels

Uma revolução silenciosa está em curso no comércio de camelos nos Emirados Árabes Unidos, e a CNN teve acesso aos bastidores dessa transformação. Em Al Ain, cidade conhecida por seu tradicional mercado de camelos, onde turistas posam para fotos e comerciantes fecham negócios em negociações presenciais, uma startup local lançou um mercado digital para a compra, venda e leilão dos animais.

A plataforma Hign Al Khaleej, cujo nome pode ser traduzido como “Camelos do Golfo”, já somava mais de 15 mil usuários em seu aplicativo e site até 2025, conforme revelou à CNN o fundador e CEO Jaber Al Ahbabi. Atualmente, existem cerca de 3.300 camelos listados para venda no mercado digital.

Os camelos são parte essencial da vida no Golfo há séculos, fornecendo transporte, carne, leite, couro e lã. Atualmente, o emirado de Abu Dhabi, onde Al Ain está localizada, abriga uma população de cerca de 500 mil animais.

Eles são usados principalmente para produção de leite, corridas e concursos de beleza, eventos que distribuem prêmios milionários. O Festival de Camelos Al Dhafra, por exemplo, oferece 97 milhões de dirhams, o equivalente a 26,4 milhões de dólares, em premiações.

Mercado de camelos movimenta valores expressivos

O mercado de camelos movimenta valores expressivos. Em um leilão realizado em Abu Dhabi em 2025, 15 animais foram vendidos por 1,77 milhão de dirhams, cerca de 500 mil dólares.

Um único camelo chegou a ser arrematado por 500 mil dirhams, aproximadamente 136 mil dólares, após intensa disputa, conforme registrou a mídia local. Alguns exemplares de elite já foram negociados por milhões.

Al Ahbabi, que cresceu em uma família que criava camelos para corridas, afirma que o setor está maduro para uma disrupção. Ele explicou à CNN que o processo tradicional é ineficiente, tanto em custo quanto em tempo. Vendedores precisam transportar os animais em caminhonetes por longas distâncias sem garantia de venda, enquanto compradores muitas vezes viajam para outros países sem informações prévias sobre os rebanhos.