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Menino que usava carrinho de mão para carregar compras de mulheres na feira, décadas depois, passou a comandar rede de academias de R$ 48 milhões

Na feira, observou mulheres carregando sacolas pesadas, pegou emprestado o carrinho de mão de um vizinho e passou a cobrar para levar as compras até a casa das clientes.


Por Clyverton Silva

21/09/2026 às 18h36

Menino que usava carrinho de mão para carregar compras de mulheres na feira, décadas depois, passou a comandar rede de academias de R$ 48 milhões
Foto ilustrativa: Andres Ayrton/Pexels

A Corpo e Saúde, rede de academias criada por Roberto Oliveira em 1998, faturou 48 milhões de reais em 2025. Em entrevista à revista Exame, Oliveira contou que a empresa tenta agora a maior expansão de sua história.

Segundo ele disse à Exame, a rede tem 44 academias em funcionamento e outras 26 unidades vendidas e em implantação. Conforme relatou à Exame, a meta é encerrar 2026 com 70 unidades abertas, chegar a 100 contratos assinados e alcançar faturamento de cerca de 60 milhões de reais.

Em declarações à Exame, ele afirmou que pretende abrir mais 100 unidades em 2027, entre próprias e franqueadas, e levar a rede para outros países da América Latina. Segundo disse à Exame, já existem conversas para entrar no México e no Paraguai.

Caminho como empreendedor

Em entrevista à Exame, Oliveira relembrou que, aos 7 anos, queria um Kichute, tênis que virou febre nas décadas de 1970 e 1980. Conforme contou à Exame, o dinheiro em casa não dava para o calçado.

Filho de um caminhoneiro e de uma feirante, ele entrou escondido na Kombi da mãe, foi até a feira onde os pais trabalhavam, em Brasília, e começou a vigiar carros.

Em um fim de semana, juntou o suficiente para comprar o par. Segundo relatou à Exame, logo percebeu que poderia ganhar mais. Na feira, observou mulheres carregando sacolas pesadas, pegou emprestado o carrinho de mão de um vizinho e passou a cobrar para levar as compras até a casa das clientes. Depois comprou outros carrinhos e colocou mais gente para trabalhar.

Aos 14 anos, o dono do frigorífico onde seu pai trabalhava o chamou para cuidar da venda de peixes em feiras de cidades do Distrito Federal. Aos 17, comprou sua própria banca. Em declarações à Exame, Oliveira contou que o negócio durou pouco.

Em 1998, viajou para São Paulo acompanhado de um profissional que trabalhava em academia para conhecer fornecedores e entender a operação. Usou os andares superiores de um prédio onde funcionava um de seus supermercados, em Taguatinga, no Distrito Federal, para abrir a primeira Corpo e Saúde.