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Menino escocês passa os primeiros cinco anos de vida no hospital, enfrenta mais de 200 procedimentos e finalmente recebe alta após 1.909 dias

Pais só acreditaram na alta quando ela finalmente aconteceu, no início deste ano.


Por Clyverton Silva

16/09/2026 às 11h31

Menino escocês passa os primeiros cinco anos de vida no hospital, enfrenta mais de 200 procedimentos e finalmente recebe alta após 1.909 dias
Sarah, Gary e Theo (Foto: Sarah and Gary Chatham)

Uma reportagem da PEOPLE conta a história de uma família escocesa que passou cinco anos tentando levar o filho para casa. Gary e Sarah Chatham receberam Theo com a expectativa de uma rotina normal, mas, com apenas três semanas de vida, o menino contraiu enterocolite necrosante, doença gastrointestinal grave. O diagnóstico abriu caminho para uma série de outros problemas de saúde, e o hospital se tornou o único lar que Theo conheceu por cinco anos.

Segundo a PEOPLE, Theo passou por diferentes hospitais na Escócia, conforme a necessidade de tratamento para epilepsia, danos cerebrais e deficiência visual cerebral. Antes de finalmente deixar o Royal Hospital for Children, em Glasgow, em 23 de junho, ele já havia passado por mais de 200 procedimentos, sendo 48 deles salvadores de vida.

A mãe, Sarah, lembrou à PEOPLE que, na terceira cirurgia, os médicos chegaram a sugerir que a família assinasse a autorização para deixar a vida do filho ir. Ela recusou, dizendo que não era Deus nem eles eram, e pediu que a operação fosse feita.

Alta

Conforme a PEOPLE, os pais só acreditaram na alta quando ela finalmente aconteceu, no início deste ano. Gary contou que viviam um dia de cada vez e que, sempre que surgia a promessa de saída, algo dava errado. A primeira alta oficial veio após 1.909 dias.

Theo tinha permissão para sair durante o dia, mas precisava voltar ao quarto à noite e tomar medicamentos intravenosos. No começo, os médicos disseram que a internação duraria alguns meses, mas o caso gastrointestinal se mostrou imprevisível, exigindo experimentação constante.

A rotina da família foi completamente alterada. Gary e Sarah, que trabalhavam como chefs, ficaram praticamente inempregáveis. Enquanto Theo vivia no hospital, os dois se revezavam entre o hospital e a Casa Ronald McDonald, onde se tornaram um dos residentes mais longevos. Agora, em casa, eles dizem que não se trata de voltar à normalidade, mas de começar do zero.