Médica se aposenta aos 67 anos após quase quatro décadas trabalhando, mas surpreende ao abrir mão de 142 dias de férias acumulados e entregar o benefício aos colegas
A médica Marialuisa Ferramosca vai se aposentar aos 67 anos depois de acumular 142 dias de férias que nunca usou. Em vez de aproveitar o descanso, ela…

A médica Marialuisa Ferramosca vai se aposentar aos 67 anos depois de acumular 142 dias de férias que nunca usou. Em vez de aproveitar o descanso, ela decidiu destinar o saldo a colegas do hospital onde trabalhou. Diretora do serviço de emergência SUEM 118 em Treviso, na Itália, Ferramosca deixa o cargo em 30 de setembro.
A aposentadoria começa oficialmente em 1º de outubro, mas a decisão de ceder os dias de folga já repercute entre os funcionários do sistema de saúde local.
Um saldo de quase cinco meses
Os 142 dias correspondem a quase cinco meses de descanso que a médica não tirou ao longo da carreira. Em vez de tirar essas férias antes de encerrar as atividades, ela transferiu o total para um fundo interno.
Esse fundo, batizado de fondo di ferie solidali, foi criado pela ULSS 2 justamente para redistribuir dias de descanso entre funcionários em situações delicadas. É o caso de profissionais que precisam se afastar para cuidar de filhos com problemas graves de saúde.

Como funciona a doação de férias
Ferramosca não escolhe quem receberá os dias cedidos, e ela apenas repassa o saldo ao fundo, que distribui os dias segundo critérios definidos pela instituição.
Assim, colegas que enfrentam emergências familiares podem recorrer a esse fundo sem depender exclusivamente da própria cota de férias. O mecanismo funciona como uma rede de apoio entre trabalhadores do mesmo serviço de saúde.
Trajetória de quase quatro décadas
A carreira de Ferramosca no hospital Ca’ Foncello começou em 1988, logo depois de se formar em Medicina, em 1987. Ela começou como cirurgiã de emergência e depois se especializou em Cirurgia Geral e, na sequência, em Anestesiologia e Reanimação.
Em 1999, passou a integrar o SUEM 118, onde permaneceu até a aposentadoria. Foram décadas dedicadas ao atendimento de urgências, com a rotina intensa própria desse serviço. Ao ceder os 142 dias de férias, a médica escolheu deixar sua última contribuição disponível para quem precisar dela.









