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Jim Carrey, astro de “O Máskara”: “Você pode fracassar fazendo o que não quer; então também pode se arriscar fazendo aquilo que ama”

O ator e comediante Jim Carrey sintetizou em uma frase uma reflexão que continua a ecoar entre profissionais e estudantes.


Por Clyverton Silva

10/09/2026 às 05h23

Jim Carrey, astro de “O Máskara”: “Você pode fracassar fazendo o que não quer; então também pode se arriscar fazendo aquilo que ama”
Jim Carrey (Foto: Divulgação)

O ator e comediante Jim Carrey, em discurso proferido em 2014 na Maharishi University of Management, em Iowa, sintetizou em uma frase uma reflexão que continua a ecoar entre profissionais e estudantes: “Você pode fracassar fazendo o que não quer; então também pode se arriscar fazendo aquilo que ama”.

A declaração, feita durante a cerimônia de formatura da instituição, hoje chamada Maharishi International University, baseou-se em uma experiência pessoal marcante vivenciada pelo artista ainda na infância.

Experiência familiar

Carrey relatou que seu pai, apesar de ter talento para o humor, optou por seguir a carreira de contador por considerá-la mais segura. A escolha, no entanto, não garantiu estabilidade. Quando o comediante tinha 12 anos, o pai perdeu o emprego e a família enfrentou dificuldades financeiras.

Essa vivência levou Carrey a concluir que o fracasso pode ocorrer mesmo quando se escolhe um caminho convencional, o que o levou a questionar a lógica de abandonar os próprios sonhos por medo.

A frase não deve ser interpretada como uma garantia de sucesso para quem segue a paixão. Especialistas em carreira apontam que a mensagem tem um viés mais prático: a escolha segura também carrega riscos, uma vez que mudanças econômicas, transformações tecnológicas e reestruturações setoriais podem tornar obsoletas profissões antes consideradas estáveis.

Outro aspecto abordado por Carrey no mesmo discurso foi a dificuldade de distinguir entre praticidade e medo. Muitas vezes, argumentos baseados em realismo podem esconder receio de tentar algo novo. O comediante sugeriu que as pessoas avaliem se suas escolhas são orientadas por preocupações legítimas ou pelo temor de não alcançarem o que desejam.