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Ilha muda de país duas vezes por ano e passa seis meses na França antes de voltar para a Espanha

A mudança de administração da ilha é fruto de tratados históricos.


Por Clyverton Silva

28/08/2026 às 18h46

Ilha muda de país duas vezes por ano e passa seis meses na França antes de voltar para a Espanha
Reprodução/Google Maps

A Ilha dos Faisões, localizada no rio Bidasoa, é governada alternadamente por França e Espanha. A cada seis meses, precisamente em 1º de fevereiro e 1º de agosto, a autoridade sobre essa pequena ilha é transferida.

Situada entre as cidades de Hendaye, na França, e Irun, na Espanha, a ilha permanece um testemunho da história conjunta das duas nações europeias no árido País Basco.

A mudança de administração da Ilha dos Faisões é fruto dos tratados históricos, como o Tratado dos Pirenéus de 1659, que encerraram as rivalidades entre França e Espanha na região. A ilha é praticamente inacessível ao público em geral, preservando-se como um símbolo das complexas relações políticas e culturais.

História por trás das mudanças

A alternância de soberania da ilha é um reflexo de rivalidades passadas e acordos de paz entre as nações. Esta prática foi estabelecida após um cenário turbulento na Europa, quando disputas territoriais eram comuns.

A associação da ilha com o Tratado dos Pirenéus reforça sua importância diplomática como local de troca histórica.

Apesar de sua importância histórica, a Ilha dos Faisões permanece pouco conhecida entre turistas e peregrinos do famoso Caminho de Santiago. Localizada estrategicamente entre a França e a Espanha, a proximidade com o caminho de peregrinação adiciona um elemento de curiosidade para aqueles que exploram a região. O local oferece uma rica experiência cultural para os visitantes que integraram a ilha aos seus roteiros.

Explorando o país basco

Com vistas panorâmicas de San Sebastián ao redor, a ilha se destaca no roteiro de quem explora o País Basco. Em 2026, ela continua sendo um símbolo de interação entre os dois países.

Conhecer a região não só revela recantos desconhecidos, mas também permite entender as complexidades das relações europeias durante séculos.