Horário de verão deve voltar ao Brasil após 7 anos suspenso e brasileiros podem ter que adiantar o relógio novamente
O horário de verão voltou a ser discutido pelo governo brasileiro em 2026, reacendendo a possibilidade de os relógios serem adiantados novamente em uma…

O horário de verão voltou a ser discutido pelo governo brasileiro em 2026, reacendendo a possibilidade de os relógios serem adiantados novamente em uma hora. A medida está suspensa desde abril de 2019, quando um decreto encerrou a política após estudos apontarem que ela havia deixado de produzir os benefícios esperados para o setor elétrico.
Apesar das discussões, não há confirmação de que o horário de verão será adotado novamente neste ano. O Ministério de Minas e Energia (MME) mantém a possibilidade sob avaliação periódica, enquanto os dados mais recentes indicam condições favoráveis para o atendimento da demanda de energia no país.
Governo voltou a avaliar a medida em 2026
A possibilidade de retomada entrou na agenda do MME diante das mudanças pelas quais o setor elétrico brasileiro vem passando. O ministério estabeleceu como uma das ações estratégicas de 2026 a avaliação da implantação do horário de verão, com participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Segundo o documento de monitoramento da agenda estratégica do ministério, novos estudos deveriam avaliar a pertinência da medida para 2026/2027. A análise considera as transformações na matriz elétrica brasileira e as condições de atendimento à demanda nos períodos de maior consumo.
A discussão, porém, não significa que o governo tenha determinado o retorno da medida. A página oficial do MME sobre o horário de verão afirma que o setor elétrico continuará avaliando periodicamente a adoção da política para garantir a segurança e a confiabilidade do fornecimento de energia.
Horário de verão está suspenso desde 2019
O Brasil deixou de adotar o horário de verão em 2019, quando o então governo federal publicou o Decreto nº 9.772, encerrando a política em todo o território nacional. A decisão foi baseada em estudos do MME, realizados com apoio do ONS, que indicaram que a mudança havia perdido efetividade.
Na época, os hábitos de consumo de energia haviam mudado. O período de maior demanda, que anteriormente se concentrava no início da noite, passou a ocorrer principalmente durante a tarde. Com isso, adiantar os relógios em uma hora deixou de produzir os mesmos efeitos sobre o sistema elétrico.
Outro fator considerado foi o aumento do uso de aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos de refrigeração. Como a maior demanda passou a ocorrer em um horário no qual o horário de verão tinha pouca influência, os benefícios da medida se tornaram menores.
Medida pode adiantar relógios em uma hora
Quando era adotado, o horário de verão consistia em adiantar os relógios em uma hora durante parte do ano. A intenção era aproveitar por mais tempo a iluminação natural e reduzir a concentração do consumo de eletricidade no início da noite.
A regra utilizada nos últimos anos de vigência estabelecia o início à meia-noite do primeiro domingo de novembro e o fim à meia-noite do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte. A medida, entretanto, não abrangia todo o território brasileiro.
Nas últimas edições, o horário de verão era aplicado nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. Norte e Nordeste ficavam de fora porque a diferença na duração da luz natural entre as estações é menor nessas áreas.
Retorno ainda não está confirmado para 2026
Apesar de o governo ter voltado a estudar a possibilidade, os dados mais recentes não apontam para uma necessidade imediata de adoção da medida. O LRCAP de 2026, citado como uma das questões relacionadas à segurança do sistema, já teve seus leilões realizados em março, com contratação de potência para reforçar o atendimento.
Além disso, segundo informações divulgadas pela VEJA com base em posicionamento do MME, as condições dos reservatórios estavam favoráveis e o Sistema Interligado Nacional apresentava condições de atendimento consideradas adequadas. Por isso, neste momento, não há confirmação de que os brasileiros terão de adiantar os relógios novamente.
O Ministério de Minas e Energia continua avaliando a política e pode considerar sua adoção caso as condições do sistema elétrico justifiquem a medida. Até que exista uma decisão oficial, porém, o horário de verão permanece suspenso no Brasil.









