Homem dirige por 64 km na contramão, sofre uma das consequências mais graves para um motorista e ficará quatro anos sem poder dirigir
Condenado por dirigir sob efeito de drogas e sem seguro, Dinnadge ainda terá de passar por novo exame completo antes de recuperar sua habilitação.

Um motorista de 30 anos ficará quatro anos sem poder dirigir qualquer veículo após ser condenado por trafegar repetidamente na contramão em alta velocidade e fugir da polícia em duas ocasiões, em Essex, na Inglaterra.
Jack Dinnadge estava com a carteira suspensa quando fugiu da polícia nos dias 24 e 27 de agosto. Nas duas ocasiões, passou de 160 km/h e percorreu quilômetros em sentido contrário, expondo outros motoristas ao risco de colisão.

As duas fugas que levaram à condenação
Na primeira fuga, policiais avistaram um Volkswagen Passat prata durante uma patrulha em Grays. O motorista acelerou e, cerca de 20 minutos depois, passou de 160 km/h na Stanford Road antes de seguir na contramão em direção à rodovia A13. Como havia risco de colisão, os agentes interromperam a perseguição, mas continuaram a investigação.
Três dias depois, o mesmo carro foi localizado em um posto de combustível na região de Purfleet. Dinnadge fugiu novamente ao ver os policiais se aproximarem. Na segunda fuga, percorreu uma rotatória na contramão, fez um retorno e entrou na A13 pela saída, trafegando em sentido contrário por um trecho entre 4,8 e 6,4 quilômetros.
Uma câmera de segurança registrou o Passat vindo diretamente em direção aos veículos que circulavam corretamente. Para evitar acidentes, os agentes desligaram as luzes de emergência e acompanharam o carro de longe.

Identificação e prisão do condutor
As imagens de câmeras de um posto de combustível foram decisivas para identificar o suspeito. Os registros mostraram Dinnadge entrando no banco do motorista pouco antes da segunda fuga, em 27 de agosto. O Passat foi encontrado posteriormente abandonado em Chafford Hundred e apreendido para perícia.
Na madrugada de 28 de agosto, investigadores localizaram o suspeito em um hotel em Thurrock. Quando abordado, ele se recusou a revelar seu primeiro nome. Os policiais já haviam identificado o número de telefone de Dinnadge. Quando ligaram para o celular, o aparelho que ele carregava tocou e confirmou sua identidade.
Sentença: prisão e perda do direito de dirigir
Dinnadge compareceu ao Tribunal da Coroa de Basildon em 5 de outubro. E admitiu sua culpa em cinco acusações: direção perigosa (duas vezes), direção sob efeito de drogas, falta de seguro e direção com habilitação suspensa. Também reconheceu ter obstruído trabalho de um policial.
A sentença determinou 18 meses de prisão, proibição de dirigir por três anos. E nove meses, obrigação de fazer um novo exame completo de direção antes de voltar a dirigir e confisco do Volkswagen Passat. Dinnadge descreveu suas fugas como um jogo de gato e rato, mas autoridades não viram diversão alguma na ação.
O magistrado salientou que a falta de vítimas fatais foi resultado apenas da sorte e da atuação cuidadosa dos policiais, não das decisões do motorista.
Por que a polícia interrompeu a perseguição se o motorista continuava perigoso?
Os policiais interromperam a perseguição porque uma viatura em alta velocidade também colocava em risco o fugitivo e os demais motoristas. Ao parar a perseguição, a polícia eliminou esse perigo imediato e continuou investigando por outros meios. Câmeras de segurança e registros de telefone levaram à prisão poucas horas depois.
Qual é o padrão de segurança rodoviária que levou a esta condenação?
A sentença também se insere no contexto da segurança rodoviária em Essex. Segundo dados divulgados, 36 pessoas morreram em acidentes de trânsito nas estradas da região no ano em que o caso ocorreu. No mesmo período, a unidade de policiamento rodoviário fez mais de duas mil prisões.
Os dados ajudam a explicar a resposta das autoridades a casos como o de Dinnadge, que envolvem fugas em alta velocidade e tráfego na contramão.









