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Herança de R$ 500 milhões estava travada desde 2015 por uma disputa de paternidade, mas família que dizia ter direito ao dinheiro decidiu desistir da ação

Mais de 10 anos de disputa judicial chegaram ao fim. Confira detalhes do caso.


Por Clyverton Silva

30/09/2026 às 09h12

Herança de R$ 500 milhões estava travada desde 2015 por uma disputa de paternidade, mas família que dizia ter direito ao dinheiro decidiu desistir da ação
Foto ilustrativa: Shox Art/Pexels

Mais de 10 anos de disputa judicial chegaram ao fim sem que a família que alegava parentesco com Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, obtivesse o reconhecimento da paternidade. A ação foi abandonada, e a partilha da herança bilionária segue sem resolução desde 2015.

O caso envolvia o advogado Augustinho Júnior, morto em 2021. Nascido em 1976, ele entrou na Justiça pedindo o reconhecimento de que seria filho de Klein fora do casamento, com uma ex-funcionária. Em 2016, a Justiça determinou a reserva de sua porcentagem dos bens até o julgamento, o que travou a divisão da herança.

Em abril deste ano, um exame do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo apontou 25,01% de probabilidade de parentesco entre os dois.

Os familiares de Augustinho entraram no inventário como terceiros interessados. A viúva de Klein e seus três filhos protocolaram renúncia ao processo. A partilha, iniciada em 2015, permanece sem solução.

Desistência

A desistência da ação encerra uma das disputas mais longas envolvendo o patrimônio do fundador da Casas Bahia. Samuel Klein morreu em 2022, aos 98 anos, e deixou uma fortuna construída ao longo de décadas no varejo. A indefinição sobre a herança afetou não apenas a família, mas também a gestão do patrimônio e os trâmites judiciais que dependiam da conclusão do inventário.

Com o fim da disputa, a expectativa é que a partilha possa finalmente avançar, embora não haja prazo definido para a conclusão do processo.