Há 46 anos, empresário e piloto desapareceram durante um voo no Brasil e nunca mais foram encontrados, transformando uma viagem comum em um dos grandes mistérios da aviação
Um desaparecimento que permanece sem explicação há quatro décadas e meia continua a intrigar familiares e investigadores. Em fevereiro de 1980, o…

Um desaparecimento que permanece sem explicação há quatro décadas e meia continua a intrigar familiares e investigadores. Em fevereiro de 1980, o empresário Adolfo Zanichelli e o piloto Félix Probst, ambos de Blumenau, saíram de São Paulo rumo ao Aeroporto Quero-Quero em um bimotor Piper Comanche de prefixo BXJ, mas a aeronave nunca chegou ao destino.
Nenhum rastro do avião, da tripulação ou de qualquer evidência do voo foi encontrado desde então. Zanichelli viajava naquele dia para comprar insumos destinados à sua empresa, a Avicultura Coravi, uma operação de grande porte no Vale do Itajaí que possuía múltiplas lojas e unidades distribuídas pela região.
Após passar por manutenção preventiva em Sorocaba, a aeronave decolou de volta por volta das 16 horas, trazendo o empresário. E o piloto Probst, que havia avisado a família que chegaria ao Aeroporto Quero-Quero às 18 horas.

Os últimos sinais antes do desaparecimento
O último contato com a torre de controle ocorreu quando a aeronave se aproximava da divisa entre Paraná e Santa Catarina, em torno das 17h30, junto ao aeroporto de Navegantes. Condições adversas de tempo marcavam aquela data, nebulosidade intensa prejudicava a visibilidade na região onde o avião deveria estar sobrevoando naquele horário.
Quando a aeronave não compareceu no horário previsto, iniciou-se uma operação de busca. O Ministério da Aeronáutica mobilizou equipes que exploram a Serra do Manso e arredores de Jaraguá do Sul, região onde testemunhas relataram ter visto uma pequena aeronave voando em altitude reduzida.
A cobertura jornalística da época acompanhou os esforços, com o Jornal de Santa Catarina realizando sobrevoos com equipes de resgate para auxiliar nas buscas.

Três meses de buscas e evidências inconclusivas
Durante três meses, as operações prosseguiram sem qualquer sinal da aeronave desaparecida. Um pescador chegou a relatar ter presenciado uma queda no mar, próximo a Navegantes, naquele mesmo dia, mas nenhuma evidência física confirmou essa informação. A família organizou buscas por conta própria que se estenderam por dois anos, sem êxito.
Décadas transcorreram sem que novos dados viessem à tona. Em 2006, Douglas Zanichelli, filho do empresário, conversou com o Jornal de Santa Catarina e afirmou ter certeza de que o pai estava morto. Segundo informou ao JSC, a empresa era o sonho da vida de Adolfo, que tinha apenas 39 anos quando desapareceu, estava no auge profissional, adorava andar de kart e não havia motivos para largar tudo.
A Avicultura Coravi, que chegou a empregar cerca de 180 pessoas, encerrou suas operações no início da década de 1980, fechando os capítulos daquele empreendimento.









