Greve da Caixa acende alerta para quem recebe Bolsa Família, INSS, Pé-de-Meia e outros benefícios em setembro
A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal que começou nesta quinta-feira (10) levantou preocupações entre beneficiários de programas…

A paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal que começou nesta quinta-feira (10) levantou preocupações entre beneficiários de programas sociais, mas os pagamentos de setembro não sofrem interrupção automática.
O impacto principal está no atendimento presencial das agências, que funcionarão com redução variável conforme a adesão local ao movimento. Em Mato Grosso do Sul, mais de 40 unidades permaneceram fechadas no primeiro dia de paralisação. Os recursos continuam acessíveis pelos canais digitais e eletrônicos para quem não possui pendências que exijam presença física.
Saques, transferências e consultas de saldo funcionam normalmente pelos aplicativos, caixas eletrônicos, rede Banco24Horas e atendimento telefônico, garantindo que a maioria dos beneficiários mantenha a rotina financeira intacta durante a greve.
Benefícios seguem calendário normal
O Bolsa Família mantém seu cronograma oficial para a segunda quinzena de setembro, assim como Pé-de-Meia, Gás do Povo e demais programas gerenciados pela instituição. O acesso ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) também permanece disponível pelos meios eletrônicos quando o serviço está operacional.
A Caixa recomenda que os clientes priorizem os canais remotos, como aplicativos, telefone e caixas eletrônicos, e acompanhem comunicados oficiais sobre quais agências funcionarão durante a paralisação. Quem precisa resolver pendências que exigem atendimento presencial deve verificar o funcionamento das unidades mais próximas antes de se deslocar.
Por que os Bancários entraram em greve
A decisão de paralisar por tempo indeterminado partiu de 93 bases sindicais em um universo de 128 que votaram sobre o assunto. Os trabalhadores rejeitaram com 87,59% de votos a proposta da Caixa para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho e da Convenção Coletiva de Trabalho, segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS.
A reivindicação central era um reajuste de 5% de ganho real acompanhando a inflação, mas a instituição ofereceu apenas 0,60% de ganho real nos salários, vales e demais verbas econômicas.
Além da questão salarial, o descontentamento envolve mudanças no Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários. Os modelos de custeio e de coparticipação elevam os custos para trabalhadores e aposentados.
Movimento pressiona por novas negociações
A Caixa apresentou uma nova proposta nesta quinta-feira que inclui um prêmio de R$3 mil por empregado, a ser avaliada pelos trabalhadores em assembleia nesta sexta-feira. Se a proposta não for aceita no prazo, o banco acionará a Justiça para resolver a renovação do acordo coletivo.
A instituição também ampliará o teto de custeio do Saúde Caixa, respondendo parcialmente às pressões da categoria. Ainda assim, o sindicato dos Bancários do Amazonas apontou que 13 rodadas de negociação ocorreram sem propostas concretas sobre o plano de saúde, reforçando o ceticismo dos trabalhadores quanto ao comprometimento real da administração com suas demandas.









