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Governo vai gastar R$ 4 bilhões para ajudar brasileiros que mantêm contas em dia

Governo lança Desenrola Adimplentes para ampliar acesso ao crédito e facilitar a renegociação de dívidas, com pacote de R$ 4 bilhões


Por Yasmin Henrique

30/06/2026 às 21h33

Governo vai gastar R$ 4 bilhões para ajudar brasileiros que mantêm contas em dia

O governo federal lançou o programa Desenrola Adimplentes como uma estratégia para ampliar o acesso ao crédito e incentivar o pagamento em dia, com foco em trabalhadores formais, informais e ex-beneficiários do ensino superior financiado pelo Fies.

A iniciativa também reúne ações voltadas à redução dos custos de empréstimos e à reorganização de dívidas. O pacote financeiro anunciado soma cerca de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões serão destinados ao Desenrola Adimplentes e R$ 1 bilhão ao Fies Empreendedor.

Desenrola Adimplentes

Medidas do programa

  • Linha de crédito para trabalhadores informais com dívidas de até R$ 15 mil em crédito pessoal sem garantia
  • Fies Empreendedor voltado a egressos do Fundo de Financiamento Estudantil em fase de amortização
  • Uso do FGTS como garantia em operações de crédito consignado no setor privado

Condições de crédito

  • Taxa de juros de até 1,99% ao mês
  • Refinanciamento de dívidas
  • Consolidação de débitos em uma única operação
  • Redução do custo financeiro para os beneficiários

Operacionalização financeira

  • Operação por bancos públicos e privados, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil
  • Apoio do Fundo Garantidor de Operações (FGO)
  • Mecanismo de cobertura parcial de perdas em caso de inadimplência
  • Redução do risco para instituições financeiras participantes

Público-alvo e alcance

  • Trabalhadores adimplentes, com foco em informais
  • Egressos do Fies em fase de pagamento
  • Pessoas com histórico recente de adimplência
  • Estimativa de alcance: entre 200 mil e 500 mil trabalhadores informais

Impactos orçamentários

De acordo com a equipe econômica, se houver inadimplência por parte dos beneficiários, o risco financeiro é assumido pelas instituições bancárias, que ficam responsáveis pela devolução dos valores ao governo, com proteção parcial por mecanismos de garantia.

Uma parcela do impacto no orçamento está relacionada às operações de equalização de juros, em que o governo cobre a diferença entre as taxas praticadas no mercado e aquelas oferecidas aos consumidores.