Garçonete sofre com dor pélvica por 32 anos e marca cirurgia para retirar o útero; ao servir uma mesa de médicos, ouve sobre os próprios sintomas e encontra outro tratamento
Durante um turno, mulher atendeu um grupo de representantes da área de saúde e médicos que faziam uma apresentação em uma sala reservada.

Uma reportagem da CBS News relata o caso de uma garçonete de Indiana, Estados Unidos, que descobriu, por acaso, a causa de uma dor pélvica que a acompanhava desde a infância. Dawn Jemison, de 43 anos, moradora de Fort Wayne, convivia com dores crônicas desde os 11 anos.
No início, os médicos associaram o problema à puberdade. Depois, surgiram hipóteses como anemia, lúpus e uma possível endometrite. Nenhum tratamento ou remédio trouxe alívio consistente.
Segundo a CBS News, Jemison descrevia episódios de dor intensa, com sensação de torção e perfuração, que iam das costelas até a pelve e atrapalhavam tarefas básicas do dia a dia. Depois de anos sem resposta, ela decidiu marcar uma histerectomia, convencida de que o útero era a origem do sofrimento. Antes da cirurgia, porém, um episódio inesperado no restaurante onde trabalhava mudou tudo.
Mudança de planos
Durante um turno, Jemison atendeu um grupo de representantes da área de saúde e médicos que faziam uma apresentação em uma sala reservada. Enquanto servia, ouviu a discussão sobre uma paciente com sintomas parecidos com os seus. Essa paciente havia melhorado após a colocação de um stent em uma veia pélvica.
Jemison contou à CBS News que foi pura coincidência estar ali e prestar atenção. Depois da refeição, procurou o grupo e conversou com a cardiologista intervencionista Abigail Qin-Nelson, que se dispôs a atendê-la na semana seguinte. Jemison então adiou a histerectomia.
Qin-Nelson passou a investigar a síndrome de congestão pélvica, condição crônica ligada ao fluxo sanguíneo nas veias da pelve. Um exame de imagem, a venografia, mostrou estreitamentos importantes na veia ilíaca, responsável por levar sangue das pernas e dos órgãos pélvicos ao coração. Uma área estava 76% comprimida e outra tinha bloqueio de 52%.
O tratamento consistiu na colocação de dois stents por cateter, um perto do rim e outro no lado esquerdo da virilha. Ela classificou o procedimento como um divisor de águas e afirmou que o desconforto durou poucos dias.









