Funcionário da Apple desde 2007 passa a guardar a sexta-feira por motivo religioso, recusa turno nesse horário e demissão termina em acordo de US$ 150 mil
O caso começou quando funcionário que trabalhava como atendente de suporte técnico se converteu em 2023.

Uma conta de 150 mil dólares encerrou o processo em que a Apple era acusada de permitir que um gerente humilhasse e demitisse um funcionário judeu em uma loja de Reston, na Virgínia, Estados Unidos. O acordo foi firmado com a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos e apresentado à Justiça federal de Alexandria quase um ano após a ação ser protocolada. A empresa negou irregularidades, mas aceitou pagar.
O caso começou quando Tyler Steele, que trabalhava na unidade desde 2007 como atendente de suporte técnico, se converteu ao judaísmo em 2023. Com a chegada de um novo gerente naquele ano, seus pedidos para não trabalhar às sextas-feiras e aos sábados passaram a ser negados.
O sábado judaico vai do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado. Segundo a comissão, o gerente também teria dito que Steele cheirava a odor corporal e o proibiu de comentar com colegas o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023.
Demissão
A demissão veio em janeiro de 2024, poucos dias depois de o funcionário recusar um pedido para trabalhar em uma sexta-feira. A comissão enxergou discriminação religiosa e retaliação, com base no Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, e pediu indenização por salários perdidos e outros danos, incluindo punição por conduta considerada maliciosa e imprudente.
O episódio ganha peso em um momento específico da agência. Sob a presidência de Andrea Lucas, cristã conservadora nomeada por Donald Trump, a comissão passou a dar atenção redobrada a casos de discriminação religiosa. Desde o ano passado, acumulou mais de 25 milhões de dólares em acordos envolvendo mandatos de vacinação contra a Covid-19 impostos por empregadores.









