Fila de espera do INSS recua ao menor nível desde 2024 e nova presidente promete melhora gradual
Presidente do INSS anuncia redução da fila para 1,9 milhão de pedidos e medidas para manter a queda

A nova gestão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) busca manter a redução da fila de benefícios e transformar a melhora recente em uma solução permanente. A presidente Ana Cristina Silveira afirmou que a estratégia envolve ajustes nos sistemas, reorganização dos fluxos de trabalho e integração com outros órgãos.
O estoque chegou a 1,9 milhão de requerimentos em junho, menor nível desde outubro de 2024 e quarto mês seguido de queda. A redução ocorre após o pico de 3,1 milhões de pedidos em fevereiro de 2026, passando para 2,6 milhões em abril e cerca de 2,2 milhões em maio.
Pedidos do INSS
Apesar do avanço, 616 mil pedidos ainda estavam fora do prazo legal de 45 dias. A meta do governo é eliminar esse estoque até o fim de setembro. Em junho, a fila caiu 267 mil pedidos, abaixo da redução registrada em maio, de 366 mil.
A presidente negou que a queda esteja ligada ao aumento de negativas de benefícios. Segundo ela, o INSS concedeu 890 mil novos benefícios em março e manteve média superior a 700 mil concessões mensais em abril e maio.
Fila de benefícios
Medidas para acelerar análises:
- O INSS reorganizou a atuação dos servidores para priorizar pedidos iniciais de benefícios.
- Cerca de 10% dos profissionais da área de reabilitação profissional foram direcionados para a análise de novos requerimentos.
- O ritmo das revisões do Benefício de Prestação Continuada (BPC) foi reduzido temporariamente para ampliar a capacidade de atendimento.
Déficit de servidores:
- A estrutura de pessoal é apontada como um dos principais desafios do órgão.
- O número de servidores caiu de 33,8 mil em 2018 para 17,8 mil no início de 2026.
- A presidente do INSS estima necessidade de reposição de cerca de 10 mil profissionais.
- O instituto solicitou autorização para contratar 2 mil servidores em 2027, além dos 300 já nomeados em 2026.
A gestão aponta a estabilidade dos sistemas como prioridade e afirma que as falhas têm sido pontuais. A nova direção também avalia ampliar o atendimento presencial nas agências, mantendo o trabalho remoto como apoio à produtividade.









