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Famosa atriz brasileira tenta ficar 60 horas sem comer para perder 5 kg, passa mal durante o jejum e termina internada em hospital de São Paulo

A atriz e influenciadora Joana Cabral, de 37 anos, passou por uma internação em São Paulo depois de tentar ficar 60 horas sem comer para perder 5 kg.…


Por Evellyn Nascimento

15/09/2026 às 12h11

Famosa atriz brasileira tenta ficar 60 horas sem comer para perder 5 kg, passa mal durante o jejum e termina internada em hospital de São Paulo
Foto: Reprodução/Instagram Joana Cabral

A atriz e influenciadora Joana Cabral, de 37 anos, passou por uma internação em São Paulo depois de tentar ficar 60 horas sem comer para perder 5 kg. Durante o período de restrição alimentar, ela perdeu a consciência em casa e foi levada ao Hospital Sírio-Libanês, onde recebeu diagnóstico de hipoglicemia e hipotensão.

Cabral contou publicamente como decidiu recorrer ao jejum prolongado e relatou os sintomas que apresentou ao longo da experiência. A tentativa de emagrecimento também acabou levando a atriz a passar por uma série de avaliações médicas durante a internação.

Segundo relato da própria atriz ao UOL, os médicos investigaram a possibilidade de problemas cardíacos e também consideraram a influência de estafa física ou mental sobre o episódio. Depois de passar pelo hospital, Cabral afirmou que não pretende repetir a experiência.

O caso de Joana Cabral coloca em discussão os efeitos que períodos prolongados sem alimentação podem provocar no organismo e os riscos associados a estratégias de emagrecimento que apostam em resultados rápidos.

O corpo reage à falta prolongada de energia

Passar muitas horas sem consumir alimentos pode provocar fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea e alterações nos níveis de glicose e na pressão arterial. A intensidade dos sintomas depende de fatores como condições de saúde, medicamentos utilizados, hidratação, alimentação habitual e nível de atividade física.

A glicose é uma das principais fontes de energia utilizadas pelo organismo, especialmente pelo cérebro. Quando a quantidade disponível no sangue cai excessivamente, podem surgir sintomas como tremores, suor, confusão, fraqueza e alteração do estado de consciência.

A pressão arterial também pode ser afetada em determinadas situações. A combinação de alterações na glicose, pressão e hidratação pode aumentar o risco de mal-estar e desmaio, principalmente quando a pessoa permanece muitas horas sem se alimentar.

Jejum intermitente tem propostas diferentes de uma privação prolongada

O jejum intermitente ganhou espaço entre estratégias de controle de peso por estabelecer períodos determinados para alimentação e restrição. Pesquisas investigam seus possíveis efeitos sobre peso e metabolismo, mas a estratégia não é adequada para todas as pessoas e exige avaliação individual.

A Johns Hopkins Medicine recomenda conversar com um médico antes de iniciar o jejum. A prática também não é indicada para determinados grupos, como crianças e adolescentes, gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com diabetes tipo 1 e indivíduos com histórico de transtornos alimentares. Entre os possíveis efeitos estão dor de cabeça, náusea e ansiedade.

Um período de 60 horas sem comer representa uma restrição muito mais prolongada do que simplesmente organizar os horários das refeições. Quanto maior o tempo sem alimentação, maior a necessidade de considerar as características e condições de saúde de cada pessoa.

Alimentação regular ajuda a manter o organismo nutrido

Para quem busca emagrecer, uma rotina alimentar adequada deve fornecer energia e nutrientes suficientes para as necessidades individuais. Em vez de perseguir períodos cada vez maiores sem comer, o planejamento pode priorizar alimentos variados e nutritivos.

Uma alimentação equilibrada inclui diferentes grupos de alimentos, como frutas, verduras, legumes, proteínas, cereais integrais e fontes de gorduras saudáveis. A variedade contribui para o fornecimento de vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes necessários ao funcionamento do organismo.

Os horários das refeições podem variar conforme a rotina, a cultura alimentar, o trabalho, os medicamentos e as necessidades individuais. Por isso, não existe uma quantidade universal de horas que todas as pessoas devam passar sem comer para emagrecer.

Perda de peso saudável acontece de forma gradual

A busca por resultados rápidos pode levar a restrições cada vez maiores, mas a recomendação de saúde pública é priorizar mudanças que possam ser mantidas ao longo do tempo. O CDC aponta que pessoas que perdem peso de maneira gradual e constante tendem a ter mais facilidade para manter o resultado.

Atividade física também faz parte desse processo. Para adultos, a recomendação geral é realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana. A quantidade ideal pode variar de acordo com as condições e objetivos de cada pessoa.

Caminhadas, dança, bicicleta, natação e outras atividades podem contribuir para a saúde cardiovascular, muscular e metabólica. O exercício também está associado a benefícios para o sono e para a saúde mental.

Descanso também faz parte do cuidado com o peso

O sono costuma ficar em segundo plano quando a preocupação está concentrada apenas em alimentação e exercício. No entanto, dormir o suficiente também integra uma rotina de controle saudável do peso.

O CDC inclui sono adequado e gerenciamento do estresse entre os fatores importantes para uma vida saudável. Dormir mal pode dificultar a manutenção de hábitos alimentares e de atividade física, além de afetar o bem-estar durante o dia.

Uma estratégia de emagrecimento envolve, portanto, mais do que a quantidade de comida consumida. Alimentação nutritiva, movimento regular e descanso adequado fazem parte de uma rotina que pode ser mantida no longo prazo.

Dietas radicais podem trazer mais riscos do que benefícios

Dietas que prometem perder muitos quilos em poucos dias costumam exigir cortes severos de alimentos ou períodos prolongados sem comer. Além do risco de deficiência nutricional, a restrição excessiva pode provocar sintomas físicos e tornar mais difícil manter uma relação equilibrada com a comida.

O CDC alerta que dietas da moda podem limitar a ingestão de nutrientes, ser prejudiciais e apresentar pouca sustentabilidade no longo prazo.

Quem deseja perder peso deve considerar idade, histórico de saúde, medicamentos, rotina, alimentação e nível de atividade física antes de fazer mudanças importantes. Um médico ou nutricionista pode avaliar essas condições e indicar uma estratégia compatível com as necessidades de cada pessoa.