Fabricante do Ozempic vai à Justiça para tirar do mercado o concorrente nacional da semaglutida
Disputa entre Novo Nordisk e EMS envolve marca de novo remédio com semaglutida semelhante ao Ozempic após fim da patente

A chegada de novas terapias com semaglutida ao mercado brasileiro ampliou a disputa entre farmacêuticas, envolvendo tanto a concorrência por tratamentos quanto a proteção de marcas. Nesse cenário, Novo Nordisk e EMS passaram a disputar judicialmente o registro do nome Ozivy, escolhido pela empresa brasileira para seu medicamento.
A versão da EMS foi aprovada pela Anvisa em maio de 2026 para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 sem controle adequado, associado a hábitos saudáveis. Apesar de utilizar a semaglutida, mesmo princípio ativo do Ozempic, da Novo Nordisk, o produto foi registrado como uma versão sintética análoga ao medicamento biológico original.
Briga com a fabricante do Ozempic
Disputa pela marca Ozivy
- A ação judicial envolve o registro da marca, e não o princípio ativo semaglutida.
- A Novo Nordisk acionou a EMS e o INPI para tentar anular o registro do nome Ozivy.
- A farmacêutica dinamarquesa argumenta que há semelhança com marcas consolidadas, como Ozempic e Wegovy.
- A empresa afirma que a proximidade dos nomes poderia causar associação indevida pelos consumidores.
- A EMS defende a validade do registro concedido pelo INPI e afirma que o produto possui identidade própria.
Fim da patente e novos concorrentes
- A disputa ocorre após a expiração da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026.
- O fim da proteção patentária abriu espaço para a entrada de novos medicamentos no segmento.
- O Ozivy foi o primeiro medicamento de semaglutida sintética aprovado pela Anvisa após a perda da exclusividade.
- Outros pedidos de versões sintéticas e biológicas da substância seguem em análise pela agência reguladora.
Diferenças regulatórias no SUS
Apesar de utilizarem o mesmo princípio ativo, Ozivy e Ozempic possuem diferenças regulatórias. O medicamento da EMS não é considerado genérico, já que medicamentos biológicos não seguem esse modelo tradicional de substituição. A Anvisa avalia esses produtos considerando critérios específicos de segurança, eficácia e qualidade, devido às diferenças nos processos de fabricação.
O movimento também ocorre em meio ao debate sobre o acesso a medicamentos de alto custo no Brasil, já que a inclusão dessas terapias no SUS depende de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).










